ConcacafEliminatórias da Copa

Quase lá: Pulisic marca três vezes e Estados Unidos tiram o Panamá do páreo nas Eliminatórias da Concacaf

Capitão norte-americano ainda achou tempo para fazer um gol típico de Bergkamp para fechar a conta na goleada

Cinco anos atrás, em 2017, as Eliminatórias da Concacaf tinham um desfecho trágico para os Estados Unidos. Na última rodada, a equipe norte-americana apenas precisava vencer a lanterna do torneio, Trinidad e Tobago, para ficar com a vaga na Copa do Mundo de 2018. Mas o destino pregou uma baita peça na confiança da seleção. Uma derrota surpreendente, somada ao triunfo do Panamá contra a Costa Rica, com gol no final, tirou os EUA do Mundial da Rússia.

Tanto tempo se passou, muito se falou sobre uma necessária renovação desde a base no futebol norte-americano, e no ciclo seguinte, a resposta veio em campo, neste domingo (27), justamente contra aquele que ficou com a vaga em 2018. Atropelado em Orlando, o Panamá tomou uma aula de Gregg Berhalter e viu Christian Pulisic anotar três gols numa sonora goleada por 5 a 1.

Confortável desde o início, atacando por todos os lados e confiante, sobretudo após um pênalti bobo cometido por Anibal Godoy em Walker Zimmerman (um agarrão no pescoço) aos 14, os Estados Unidos não pouparam agressividade para fazer o resultado logo cedo. Sabendo que não poderiam vacilar, pois a margem de pontos para a Costa Rica, quarta colocada, não era grande, os donos da casa varreram os panamenhos sem muito esforço.

Pulisic converteu o primeiro pênalti e comandou as ações do time ao longo da primeira etapa. E o capitão estava tão inspirado que contagiou os colegas. Depois disso, foi uma verdadeira surra. Aos 23, Paul Arriola ampliou, em boa troca de passes. O terceiro veio com Jesús Ferreira, com passe de Arriola, antes mesmo da marca de 30 minutos. Nos acréscimos, Godoy aprontou outro pênalti para Pulisic bater, e aí já não tinha mais jeito. No intervalo, o placar já estava em 4 a 0.

Mas isso não aplacou a vontade dos norte-americanos de fazer um placar ainda maior. Coube a Pulisic, o maestro da noite, fechar a conta. Em um lance digno dos melhores vídeos de Dennis Bergkamp, o atacante fez o tempo parar e driblou como quis a defesa, dominando bem a bola e desfilando entre os mínimos espaços deixados pela zaga panamenha.

Nos minutos finais, Godoy se redimiu das besteiras e fez o gol de honra do Panamá, que resignado com a impossibilidade de estar no Catar, pelo menos tentou oferecer alguma competição aos Estados Unidos. Sem sucesso, claro.

O fantasma da eliminação de 2018 está quase exterminado para os norte-americanos. Na rodada final, enfrentam a Costa Rica, com três pontos e 13 gols como saldo. Os Ticos (três gols de saldo), se quiserem uma vaga direta, terão de conseguir uma goleada histórica contra os EUA na quarta-feira (30), ou vencer e ainda torcer por um tropeço memorável do México contra El Salvador. Os mexicanos têm quatro gols a mais de saldo.

Quase lá, mas sem convencer

Edison Álvarez marcou o gol solitário do México contra Honduras (Getty Images/One Football)

O México passou um aperto contra Honduras, mas conseguiu vencer e encaminhar a sua vaga para o Catar. O placar simples de 1 a 0, com gol de Edison Álvarez na etapa final. A situação quase complicou, pois se a partida tivesse terminado empatada, El Tri precisaria obrigatoriamente derrotar El Salvador para escapar da repescagem.

Felizmente para o técnico Gerardo Martino, o drama não se prolongou. O que não quer dizer que não exista nenhum risco. No dia 30, o México recebe El Salvador em casa e não pode vacilar. Mais cedo, neste domingo, a Costa Rica suou para conseguir marcar contra os salvadorenhos, que sequer tinham alguma possibilidade remota de classificar para o Mundial.

A briga, se é que podemos usar esse termo, está entre três seleções. O Canadá já está garantido e apenas espera seus acompanhantes continentais. Os Estados Unidos possuem a melhor situação, de longe, podendo empatar com os Ticos na rodada final. O México também joga por um ponto para ir ao Catar. A Costa Rica, por outro lado, garantiu pelo menos a repescagem contra o vencedor da Oceania, que sairá do confronto entre Ilhas Salomão e Nova Zelândia.

Foto de Felipe Portes

Felipe Portes

Felipe Portes é zagueiro ocasional, cruyffista irremediável e desenhista em Instagram.com/draw.portes

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo