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Diretor do Sounders quer mais títulos da MLS na Concacaf: “Somos a ponta da lança, mas todos são bem-vindos”

Garth Lagerwey, diretor geral do Sounders, celebrou o feito histórico na conquista da Concachampions, mas quer outros times da liga subindo ao topo da Concacaf

A conquista do título da Concachampions fez o Seattle Sounders entrar no panteão de campeões continentais e quebrar uma sequência de 16 títulos seguidos de clubes mexicanos. Mais do que isso: é o primeiro time da MLS a conquistar a taça desde 2000, quando o Los Angeles Galaxy levantou a taça. O diretor geral do clube, Garth Lagerwey, comemorou o título, a história escrita, a imortalidade do time, mas vai além disso: quer outros clubes da MLS alcançando o lugar mais alto do torneio continental.

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O diretor do Sounders comemorou o título pensando no Mundial de Clubes, que deve ser jogado apenas no início de 2023. Será o primeiro clube americano a participar do torneio, que só teve o Saprissa, da Costa Rica, e clubes mexicanos participando em 2000 e a partir de 2005, quando a Fifa assumiu a organização do torneio e colocou representantes das seis confederações continentais.

“Jogaremos contra o Real Madrid ou o Liverpool em um jogo de verdade por uma taça”, afirmou o diretor do clube, Garth Lagerwey, em entrevista ao programa Extratime logo após a final. “Me sinto como um garoto. Isso é coisa que você sonha”.

“Acho que nos tornaremos um clube global agora. Eu tenho que pensar que meu telefone vai começar a tocar assim que algumas pessoas virem nossa base de torcedores, nossa estrutura… É um bom ambiente de futebol, tão bom quanto em qualquer lugar do mundo. Apenas é. É um lugar muito especial”, afirmou o diretor do Sounders.

Legerwey não puxa os méritos apenas para o Sounders e vê evolução passo a passo dos times da MLS. O título da Concachampions é um passo importante e um precursor da futura Leagues Cup, uma competição que foi reformulada para 2023 e passará a incluir todos os clubes da MLS e Liga MX em um formato similar ao da Copa do Mundo.

“Veja, somo um bom time, passamos um longo tempo construindo isto aqui. Mas há outros grandes times nesta liga. O New York City é um grande time, o Los Angeles FC surgindo, um grande time. O New England fez 73 pontos na última temporada”, afirmou Legerwey.

“Há muitos bons times e isso é o todo, estamos no nível dos melhores times mexicanos. Os melhores times da MLS acredito que podem competir em qualquer dia com qualquer um do México e você simplesmente não podia dizer isso há cinco anos”, continuou o dirigente do Sounders.

“Somos o símbolo, a ponta da lança, avançamos, finalmente conseguimos, vencemos nossos demônios. Mas todo mundo é bem-vindo. Queremos uma montanha lotada aqui em cima. Não queremos estar aqui sozinhos”, afirmou o dirigente, mostrando uma parte importante do pensamento que domina a MLS: os clubes precisam se organizar, mas são mais fortes coletivamente.

O sucesso do Seattle Sounders não é só dele, é da liga. Ainda que torcedores, claro, torçam contra, como liga é um benefício para a MLS que os Sounders tenham ganhado o título. A rigor, é bom até para o maior rival do Sounders, o Portland Timbers. Vai além de torcer contra ou a favor e ninguém irá torcer para um rival, mas é importante que os dirigentes tenham claro que eles são sócios – no caso da MLS, literalmente, já que cada franquia é sócia da MLS.

O Sounders conquistou o título da MLS em 2016 e 2017 e agora adicionou uma nova página de sucesso em sua história, que está também nos anais do futebol americano. Afinal, é a primeira vez que um time da MLS conquista o título desde a reformulação do torneio, em 2008. O Los Angeles Galaxy foi o último a conquistar o título da Concacaf em 2000, na época chamada de Copa dos Campeões da Concacaf (Champions’ Cup).

“Imortalidade. Você entra no esporte por coisas que as pessoas nunca podem tirar. Isto será escrito, estará lá para sempre. Espero que seja o primeiro de muitos”, disse ainda Legerway.

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Felipe Lobo

Formado em Comunicação e Multimeios na PUC-SP e Jornalismo pela USP, encontrou no jornalismo a melhor forma de unir duas paixões: futebol e escrever. Acha que é um grande técnico no Football Manager e se apaixonou por futebol italiano (Forza Inter!) desde as transmissões da Band. Saiu da posição de leitor para trabalhar na Trivela em 2009.

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