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[Vídeo] Nos 50 anos de Neto, uma coleção de suas inesquecíveis cobranças de falta

Qualidade técnica, liderança, poder de decisão e uma capacidade ímpar com a perna esquerda. Mas também indisciplina, dificuldades com a balança, agressividade por vezes exagerada. Neto reuniu diversos predicados para se tornar um dos jogadores mais marcantes do futebol brasileiro na virada dos anos 1980 para os 1990. Escreveu a sua história. No entanto, a impressão que fica é a de que, não fossem os percalços no meio do caminho, poderia ter sido ainda maior. De qualquer maneira, nada para se arrepender. Por Corinthians e Guarani, principalmente, o significado do camisa 10 é imenso.

Nem mesmo no Brinco de Ouro ou no Parque São Jorge sua trajetória passou incólume. Se brigou com dirigentes campineiros, o prodígio ao menos foi “foda” (conforme suas próprias palavras) em diversos momentos em sua ascensão no Bugre. Nesta época, chegou a recusar o Corinthians pelo dinheiro do Bangu e espantou diversos alvinegros com sua eterna bicicleta em 1988. Feridas curadas especialmente pela libertação que o xodó liderou em 1990, com a conquista do primeiro título nacional corintiano, o simbólico Brasileirão. Foram quatro anos e mais de 200 jogos pelo clube, gastando a bola em boa parte deles, com direito até a troco em forma de bicicleta contra o Guarani. E mesmo que seu melhor momento também tenha atravessado turbulências, a memória dos torcedores preservam o ápice do ídolo.

Há também as passagens de pouco brilho por São Paulo e Palmeiras. A vida de rei e de pouco futebol no Atlético Mineiro. A tentativa mal sucedida de se reerguer no Santos. A frustração de não ter disputado uma Copa do Mundo com a seleção brasileira, embora tenha servido de referência por alguns anos na renovação com Paulo Roberto Falcão. O fim de carreira como andarilho da bola. Natural, para quem atravessou tantos altos e baixos. A idolatria, porém, serve de salvo-conduto. A garantia para que o talento terminasse acima do jogador problemático.

No dia em que Neto completa 50 anos, resgatamos uma coleção de sua especialidade: os grandes gols de falta pelo Corinthians. Vale relembrar também sua trajetória no ótimo texto escrito pelo amigo Fernado Figueiredo Mello, do efemérides do éfemello.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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