Brasil

[Vídeo] Fábio errou feio no clássico, mas não perde créditos por isso

Qualquer goleiro está sujeito aos erros. E, por mais que seja endeusado pela torcida do Cruzeiro, Fábio relembrou o seu lado humano neste domingo. O capitão celeste falhou feio no gol que abriu o placar no clássico contra o Atlético Mineiro. O estrago, no entanto, não foi dos maiores. Porque o camisa 1 também realizou defesas importantes, ajudando os cruzeirenses a buscarem o empate por 1 a 1 no Mineirão.

LEIA TAMBÉM: Antes de começar a jogar a Libertadores de fato, o Cruzeiro precisa descobrir seu jogo

O grande lance de Fábio aconteceu no primeiro tempo. Foram dois chutes na direção do goleiro, mas de uma distância muito curto. Intervenções vitais para manter o placar zerado. Já do outro lado, Victor também realizou o seu milagre para evitar o primeiro gol da tarde, indo buscar no ângulo o chute de Paulo André.

A infelicidade de Fábio aconteceu aos 26 minutos do segundo tempo, quando o jogo parecia se encaminhar ao 0 a 0. Carimbou as costas de Patric e deixou o caminho livre para Rafael Carioca balançar as redes. O empate veio dez minutos depois, com Leandro Damião cumprindo o seu papel de centroavante para girar sobre a marcação e chutar rasteiro. Ainda que a vitória pudesse ajudar no momento de questionamento que os dois clubes vivem, o empate não é o pior dos mundos.

E nem deve ser a falha pontual que irá aumentar a cobrança sobre Fábio – difícil, aliás, encontrar um cruzeirense que faça isso. O veterano é fundamental neste momento do Cruzeiro, em que o clube depende ainda mais do goleiro, diante dos problemas naturais de uma equipe em reconstrução. Por mais que o clássico mineiro esteja em alta, não coloca em xeque quem tem tanto crédito. Especialmente por sua própria trajetória, superando um erro muito mais grave, nos 4 a 0 da final do Mineiro de 2007. Se hoje o capitão é tão importante para a história celeste, foi por sua capacidade de superar estas falhas.

Os Vines são via @Goleda_Info

Foto de Leandro Stein

Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreveu na Trivela de abril de 2010 a novembro de 2023.

Conteúdos relacionados

Botão Voltar ao topo