Em um Cruzeiro em obras, Fábio garante a segurança na busca da reconstrução

O Cruzeiro é um time em reconstrução. Por mais que parte da base tenha se mantido, perder tantos protagonistas na pré-temporada tem o seu peso. Marcelo Oliveira ainda precisa descobrir a melhor dinâmica de seu time, sobretudo no ataque. Mas enquanto o treinador tenta o melhor encaixe para as novas peças, conseguiu ter a segurança necessária para a estreia da Libertadores. Afinal, a grande liderança da Raposa continua intacta. Fábio ressaltou a sua importância na meta celeste ao assegurar o 0 a 0 na visita ao Universitario Sucre. Um resultado que pode não ser ótimo, mas serve para manter os cruzeirenses com os pés no chão.
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A boa atuação de Fábio não quer dizer que o Cruzeiro foi inferior em Sucre. Pelo contrário, os mineiros tiveram bons momentos na visita aos bolivianos e suas oportunidades de marcar, especialmente nas arrancadas de Marquinhos e Willian. De Arrascaeta também chamava o jogo, ainda que sem repetir o poder de decisão da última Libertadores. Já o Universitario passou a ter mais domínio da partida na metade final do primeiro tempo, e Cuesta chegou a carimbar a trave.
O goleiro cruzeirense passou a ser exigido um pouco mais na segunda etapa. Enquanto Leandro Damião não aproveitava as melhores oportunidades no ataque, Fábio fez três defesas decisivas para garantir o empate. Na mais importante, em desviou à queima-roupa de Castro na pequena área, desviando para escanteio. Por sorte, a expulsão infantil de Joel, apenas cinco minutos após entrar, não trouxe maiores prejuízos. O Cruzeiro ainda busca a constância dos últimos dois anos, mas mantém a qualidade de sempre em sua meta.
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Além da boa atuação, a noite foi mais emblemática para Fábio: o goleiro completou seu 611º jogo pelo clube, se tornando o segundo atleta que mais vestiu a camisa cruzeirense. Representa demais a sua grandeza na Toca da Raposa, assim como o papel que exerce no elenco. Se os mineiros procuram um novo rumo, o capitão ajuda tanto na visão sobre a equipe quanto no próprio ambiente dos vestiários. E, é claro, compensando as falhas do coletivo com suas defesas essenciais.
O grupo do Cruzeiro na Libertadores não se sugere dos mais complicados. Mesmo que o Universitario esteja longe de ser uma potência, encarar a altitude em Sucre seria um dos maiores desafios dos mineiros. Superado, com um ponto na bagagem. A segunda partida acontece na próxima terça, no conforto do Mineirão, contra o Huracán. E, ainda que a exigência pela primeira vitória aumente no encontro com a torcida, os celestes mostraram que estão no caminho. Principalmente, com Fábio segurando as pontas atrás, como de costume.



