Brasil

Vasco tem queda em importante estatística e vira pior ataque da Série A pós-Mundial

Período após o Mundial de Clubes escancara problema de time de Fernando Diniz e complica situação do Vasco em momento decisivo da temporada

No último jogo antes do Mundial de Clubes, a ótima vitória do Vasco por 3 a 1 sobre o São Paulo deixou uma boa impressão do time de Fernando Diniz. No entanto, a atual situação da equipe já deixa o torcedor preocupado, principalmente com os números do setor ofensivo que chamam a atenção negativamente em relação à efetividade da equipe. E o empate em 0 a 0 com o CSA, na última quarta-feira (30), pelas oitavas de final da Copa do Brasil, foi mais um exemplo disso.

No período pós-Mundial de Clubes, o Vasco tem o pior ataque, em média, entre os clubes da Série A do Campeonato Brasileiro, levando em consideração apenas competições nacionais e internacionais. Nos seis jogos disputados até aqui, o time de Fernando Diniz marcou apenas três gols. E o Cruz-Maltino segue sem vencer, com duas derrotas e quatro empates.

Em números totais, apenas o Juventude marcou menos gols do que o Vasco. O time gaúcho só balançou as redes duas vezes. No entanto, Vasco e Juventude têm a mesma média de gols por jogo.

Piores ataques do Brasil pós-Mundial de Clubes

  • Juventude: 2 gols em 4 jogos (0,5 por jogo);
  • Vasco: 3 gols em 6 jogos (0,5 por jogo);
  • Ceará: 3 gols em 5 jogos (0,6 por jogo);
  • Corinthians: 4 gols em 6 jogos (0,6 por jogo);
  • Atlético-MG, Fluminense e Vitória: 4 em 5 jogos (0,8 por jogo);
Vegetti tem apenas um gol após o Mundial (Foto: Icon Sport)
Vegetti tem apenas um gol após o Mundial (Foto: Icon Sport)

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Falta de efetividade vira marca do Vasco

Neste período após a pausa para o Mundial de Clubes, a dificuldade para criar grandes chances e a falta de efetividade no ataque viraram as marcas do Vasco, principalmente nas últimas quatro partidas.

De acordo com dados do “Sofascore”, o Vasco teve 100 finalizações nos seis jogos pós-Mundial. No entanto, foram apenas nove grandes chances. Contra o CSA, por exemplo, o Cruz-Maltino não teve grandes chances criadas pela equipe. As finalizações mais perigosas, de Vegetti e Coutinho, durante o segundo tempo, surgiram em lances divididos ou rebatidos dentro da área.

Antes do Mundial de Clubes, nos sete jogos sob o comando de Fernando Diniz, o Vasco marcou 11 gols, uma média de 1,7 gol por partida. Neste período, foram 96 finalizações, com 14 grandes chances.

Parte das críticas ao desempenho ruim do sistema ofensivo tem sido direcionadas ao homem-gol do Vasco. O artilheiro Pablo Vegetti vive sua pior fase com a camisa cruzmaltina. O argentino tem falhado nas finalizações e desperdiçado oportunidades claras. Seu reserva, o jovem GB, se recupera de lesão.

Apesar do mau momento do camisa 99, Diniz tem dado respaldo ao centroavante e acredita que ele dará a volta por cima.

Diniz repete discurso sobre falta de efetividade

Nestas últimas partidas, as coletivas do técnico Fernando Diniz também tiveram discursos repetidos. Em alguns destes jogos, o treinador exaltou o fato do time estar criando jogadas e lamentou as chances desperdiçadas. Após o empate com o CSA, Diniz voltou a falar que o time poderia ter vencido se aproveitasse as oportunidades.

— A produção ofensiva do time, eu gostei. Só não gostei do resultado e de a gente não fazer gol de novo. O resultado é positivo porque a gente não tomou gol. (…) Acho que o time tem que continuar produzindo para fazer gols. Era jogo para fazer dois gols no mínimo e sair com dois a zero. O CSA não teve nenhuma finalização dentro do gol — afirmou Fernando Diniz em coletiva.

Nos empates com o Grêmio, pelo Campeonato Brasileiro, e Independiente del Valle, pela Copa Sul-Americana, Diniz teve falas parecidas, mas um tanto quanto exageradas. Para o treinador, o Vasco poderia ter goleados nas duas partidas e, inclusive, “encaminhado a classificação” na competição internacional, onde precisava de uma vitória por 4 ou mais gols — e acabou empatando por 1 a 1.

— Acho que se repetiu hoje o que aconteceu contra o Grêmio. A gente teve um volume interessante na parte de criação e cedeu pouco contra-ataque. E, assim como foi contra o Grêmio, a gente teve muita chance clara de fazer o gol, eles não tiveram quase chance nenhuma e conseguiram fazer o gol deles. A gente poderia até ter resolvido ou encaminhado a classificação no primeiro tempo — disse Diniz após o empate com o Del Valle.

Neste período pós-Mundial, além do empate no jogo de ida com o CSA pela Copa do Brasil, o Vasco foi eliminado da Copa Sul-Americana e segue em dificuldade no Campeonato Brasileiro. O Cruz-Maltino é o 16º colocado, com os mesmos 15 pontos do Santos, primeiro time na zona do rebaixamento. No próximo sábado (2), o Cruz-Maltino visita o Mirassol, pelo Brasileirão.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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