Vasco perde mais do que a vaga: ‘Abandono’ da torcida é recado para a diretoria
Em um São Januário melancólico, Cruzmaltino empatou com Del Valle e deu adeus à Copa Sul-Americana
A missão do Vasco nesta terça-feira era praticamente impossível. Goleado por 4 a 0 em Quito, o Cruz-Maltino precisava de um milagre que não veio. Pelo contrário. O time ficou apenas no 1 a 1 e deu adeus à competição nos playoffs. Mas, pior do que a eliminação, foi o Vasco ter perdido o seu torcedor.
A melancólica noite em São Januário teve pouco mais de nove mil torcedores presentes. Os vascaínos, acreditando ou não em um milagre, até apoiaram o time no primeiro tempo. Mas o que se viu na etapa final, com o time já perdendo após o gol de Spinelli, foi um recado claro da torcida do Vasco.
Na volta do intervalo, duas das principais organizadas do Vasco — Força Jovem e Mancha Negra — deixaram a arquibancada do estádio. A Guerreiros do Almirante, por sua vez, começou o segundo tempo sem cantar e de costas para o campo.
Os gritos só voltaram nos momentos de protesto. O presidente Pedrinho foi xingado por praticamente todo o estádio, assim como o time, chamado de “sem vergonha”.
Outro alvo dos xingamentos foi o zagueiro João Victor. Em determinado momento, a torcida passou a gritar para Fernando Diniz tirar o jogador do time. O jogador passou a ser ainda mais perseguido pela torcida após supostamente ter debochado da cobrança de alguns vascaínos depois da goleada sofrida para o Del Valle por 4 a 0 em Quito.
Segurança reforçada em São Januário
No começo do segundo tempo, com os protestos crescendo em São Januário, a segurança foi reforçada nas arquibancadas. Principalmente na frente dos camarotes destinados a diretoria do Vasco.

O portão que dá acesso da arquibancada ao campo também teve um aumento no número de seguranças no segundo tempo.
Com a eliminação praticamente decretada e o clima tenso, muitos torcedores passaram a deixar São Januário por volta dos 10′ do 2° tempo. Quem saiu cedo não viu o gol marcado por Vegetti, aos 21′, com assistência do criticado João Victor.
Após a assistência, João Victor chegou a encarar a torcida que estava na social e ameaçou colocar a mão na orelha, mas recolheu o braço e voltou para o campo de defesa.
É claro que os torcedores do Vasco não vai abandonar o clube. Mas o melancólico segundo tempo em São Januário foi um claro recado de uma torcida cansada de tanto apoiar e de não receber nada em troca. Resta saber como a mensagem será assimilada pela diretoria de Pedrinho.
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Próximos jogos do Vasco
• Internacional x Vasco — Campeonato Brasileiro — domingo, 27 de julho de 2025, às 18h30 (horário de Brasília);
• CSA x Vasco — Campeonato Brasileiro — quarta-feira, 30 de julho de 2025, às 19h (horário de Brasília);



