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Torcida do Coritiba se mobiliza para eternizar sua idolatria por Dirceu Krüger

Em um futebol marcado pelo esquecimento fácil do que foi feito no passado como é o brasileiro, a relação entre Coritiba e Dirceu Krüger é um grande exemplo de exaltação e reconhecimento recíprocos. Os feitos do Flecha Loira como jogador e seu envolvimento posterior com o clube são memórias frescas na cabeça da torcida, que dá agora mais um passo importante na eternização de seu ídolo. Uma comissão formada por torcedores, funcionários e dirigentes do clube pretende erguer uma estátua para o ex-meio-campista e conta justamente com o sentimento de adoração coletiva a Krüger para concretizar o plano.

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A comissão, composta pela associação de torcedores Cori Asso, o grupo Helênicos (responsável pela historiografia do Coritiba), o Conselho Deliberativo do Coxa, além de funcionários do clube tomou a iniciativa de criar uma campanha de crowdfunding para erguer no Couto Pereira uma estátua de Krüger. O objetivo é arrecadar R$ 140 mil, e, para conseguir ainda mais contribuições de torcedores, o grupo dará como recompensa uma camisa retrô de produção limitada do Flecha Loira.

camisa-kruger

Em 24 de fevereiro, Krüger completará 50 anos de serviços prestados ao Coritiba. Nesta data, em 1966, o meia assinou com o clube, permanecendo por dez anos até pendurar as chuteiras. Ao longo dessa década, tirou o time de uma fila de oito anos sem títulos e conquistou, ao todo, sete títulos de Campeonato Paranaense pelo clube.

Sua contribuição como ídolo dentro das quatro linhas não foi o fim de sua relação com o Coritiba. Desde então, tem exercido diversas funções no Coxa, tendo assumido várias vezes o cargo de treinador entre 1979 e 1997, um número de oportunidades suficientes para que se tornasse o segundo técnico com mais jogos no comando da equipe.

Atualmente, o Flecha Loira é supervisor técnico das categorias de base, cujas instalações recebem seu nome. Se nunca teve dúvida da importância que teve para a história do Coxa, Krüger ganha agora mais um motivo para acreditar na paixão da torcida por tudo aquilo que representou. No vídeo de divulgação do projeto, a singeleza do ídolo ao comentar que “não merecia” a homenagem apenas o agiganta ainda mais. Como bem define a torcedora Marianna Libano, que aparece no vídeo abaixo, se os ídolos não são eternos em vida, seus legados são. A merecida estátua seria a materialização do apreço da torcida coxa branca por um de seus maiores ídolos.

Via Gazeta do Povo

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Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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