Brasil

Técnico perde o emprego duas vezes em três dias e Sergipano já tem cinco demissões

Muito se critica a troca constante de técnicos no futebol brasileiro. Ainda assim, vai ser difícil ver alguém superar a façanha da Socorrense, da primeira divisão do Campeonato Sergipano. Em três dias, o clube demitiu dois treinadores. Ou melhor, um só. Mandado embora na segunda-feira, Guidon Santos acabou readmitido na terça. Isso tudo para voltar a perder o emprego na noite de quarta, após o empate por 1 a 1 com o Lagarto.

A campanha da Socorrense no Sergipano, de fato, é bem fraca. O time perdeu os seus três primeiros jogos, sem marcar um gol sequer. E nem o fato de ter pegado duas forças do estado, Confiança e Sergipe, valeu para aliviar a pressão sobre Guidon. Contudo, a diretoria voltou atrás da sua decisão. E “desvoltou” após o empate com o Lagarto, que rendeu o primeiro ponto ao clube, mas o manteve na última colocação.

“Não tinha como ele continuar. Infelizmente. Ele está até fazendo um bom trabalho no dia a dia, mas você sabe. Futebol é resultado e os resultados não estão aparecendo. Não podemos ficar acumulando resultados ruins porque podemos nos complicar”, afirmara Washington Alcino, presidente da Socorrense, na segunda-feira – um dia antes de voltar atrás, e dois antes de retomar a opinião. Reconhecido por suas conquistas nas categorias de base, Guidon estava em seu terceiro trabalho em equipes profissionais.

E o detalhe insólito: o Lagarto também terminou a noite sem técnico. Com o time na penúltima colocação, Edmilson Santos entregou o cargo para a diretoria. Em quatro rodadas do Campeonato Sergipano, já são cinco demissões: contando as duas de Guidon Santos, Iedo Morgado (Estanciano) e Toinho Baiano (Amadense) também perderam o emprego. Sortudo é o comandante do Guarany de Porto da Folha, o único dos cinco times da metade inferior da tabela que segue trabalhando – por enquanto.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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