BrasilBrasileirão Série A

Talvez você não tenha percebido, mas Joinville x São Paulo foi um 0 a 0 bastante divertido

Por causa da goleada acachapante que o Vasco levou do Internacional e das arbitragens horríveis que marcaram os duelos entre Atlético Mineiro e Atlético Paranaense, Corinthians e Fluminense e Goiás e Palmeiras, muita gente nem percebeu como foi bizarro (e incrível) o Joinville e São Paulo desta quarta-feira. Disputado em Santa Catarina, o jogo acabou em 0 a 0, mas vendo os lances da partida é muito difícil acreditar que nenhum dos times tenha conseguido balançar a rede.

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Mesmo com dez desfalques, o São Paulo conseguiu segurar o Joinville fora de casa – e até criar suas próprias chances de gol. Mas o domínio foi maior dos catarinenses, mesmo. No primeiro tempo, foram seis finalizações a duas para o time da casa, enquanto na etapa complementar esse volume cresceu bastante, conforme o passar do tempo aumentava a necessidade do resultado. Só no segundo tempo, o Joinville finalizou 15 vezes, contra seis do São Paulo.

Apesar de numericamente o Tricolor ter finalizado menos, sua presença no ataque também foi constante. A dificuldade era mesmo o espaço para chutar a gol. Sempre na hora do último toque algum defensor do Joinville conseguia aparecer para bloquear um bom ataque. A primeira etapa foi movimentada, com uma bola na trave para cada lado, ótimas tramas coletivas, boas jogadas individuais, como por parte de Pato, e gol inacreditável perdido por Michel Bastos.

No segundo tempo, mais uma bola na trave por parte do Joinville, muita bola levantada na área e cabeçadas passando rentes aos postes de Renan Ribeiro, mais gols perdidos e grandes defesas de Agenor e do são-paulino. Uma partida que poderia ter perfeitamente acabado em um 4 a 3, mas que entrou apenas para a lista de bons jogos terminados em 0 a 0 que tivemos neste Brasileirão, que tem sido um alento técnico em comparação a edições anteriores. A finalização pode ser um aspecto que ainda tem muito a melhorar, mas pelo menos jogos mais movimentados e divertidos têm sido constantes em relação ao passado próximo.

Foto de Leo Escudeiro

Leo Escudeiro

Apaixonado pela estética em torno do futebol tanto quanto pelo esporte em si. Formado em jornalismo pela Cásper Líbero, com pós-graduação em futebol pela Universidade Trivela (alerta de piada, não temos curso). Respeita o passado do esporte, mas quer é saber do futuro (“interesse eterno pelo futebol moderno!”).

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