Sul-Americana demais
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Jogar a Copa Sul-Americana é algo interessante aos clubes. É uma possibilidade de título internacional, conquistando espaço, algum dinheiro e, claro, prestígio para o time. Com a vaga na Libertadores como prêmio ao campeão, esse interesse aumentou exponencialmente.
O problema é que são muitos times classificados. Só do Brasil, são nada menos do que oito classificados. OITO. É time demais. Metade deles fica ainda na primeira fase, chamada de “nacional”, onde os times se enfrentam e sobram quatro. Oras, então por que classifciar tantos times se terão que se enfrentar? Por que não premiar quem ficou melhor classificado?
Em situação normal, os classificados para a competição vão do 5ª ao 12ª lugar. Neste ano, com Santos e Inter nesse meio – ambos com vagas garantidas para Libertadores e, portanto, não podem ganhar vaga para a Sul-Americana, segundo as regras do Brasileiro –, o último classificado será o 14º. Premier um time que foi 14º do Brasileiro com uma vaga em competição continental parece um pouco demais.
Oras, um dos motivos da competição ser desvalorizada é, em parte, essa abundância de vagas. Com duas ou três, no máximo quatro, seria mais interessante para o torneio – que poderia ter um formato mais parecido com a Libertadores, com uma fase de grupos, ao invés de muitos times brasileiros e argentinos classificados e fazendo praticamente uma “seletiva” antes da chamada fase internacional da competição.
Pegando o Atlético-PR como exemplo, o time pode ganhar a vaga na competição por ser o 5º lugar, sua posição atual. Ao mesmo tempo, um time como o Flamengo, que faz campanha pífia, pode ganhar a vaga.
Eventualmente, essas equipes podem se enfrentar na fase nacional do ano que vem e, pela capacidade de investimento do Flamengo, pode ser que o time tenha mais condições de eliminar os paranaenses, que conquistaram sua posição com uma campanha muito melhor. Será que é justo?
Além disso, times que ficaram muito embaixo na tabea, como o Goiás, disputam a competição de forma capenga. Mesmo com a boa campanha dos esmeraldinos, O time vive a situação ridícula de lutar contra o rebaixamento – que pode culminar em uma situação como título na Sul-Americana e rebaixamento no Brasileiro.
Colocar menos times significaria premiação por mérito. Premia quem fez boa campanha. Porque, em uma situação normal, classificar 12 times para competições continentais (quatro para a Libertadores e oito para a Sul-Americana) é um pouco demais.
Menos, às vezes, é mais. Que tal, CBF e Conmebol?