Brasil

Só o Santos sobrou

Depois de uma quarta-feira bizarra, na qual todos os clubes brasileiros que jogaram no dia foram eliminados da Libertadores – Grêmio, Internacional, Cruzeiro e Fluminense, apenas o Santos, que vem fazendo um torneio cambaleante, sobreviveu, após uma vitória magra (1 a 0, gol de Paulo Henrique Ganso) na Vila Belmiro e um sufocante empate sem gols como visitante, contra o América mexicano. Agora o alvinegro enfrentará o Once Caldas nas quartas de final. Os colombianos, que se classificaram como o pior segundo colocado, eliminou o Cruzeiro, em Sete Lagoas.

Além da pressão normal dos jogos da competição continental, o Peixe ainda encara, em meio a isso, uma final de campeonato paulista contra o Corinthians. Na primeira partida, no último domingo, um primeiro tempo morno e um segundo emocionante, mas o placar não saiu do zero. Para piorar, o Santos perdeu Ganso pouco antes do intervalo, e o meia deve ficar pelo menos 40 dias parado.

O desfalque de Ganso criou mais uma enorme dor de cabeça para o técnico Muricy Ramalho – Arouca também está fora do time -, que tem algumas alternativas para usar na primeira partida, nesta quarta (11), em Manizales:

1- Manter o 4-4-2 e colocar Alan Patrick: é a alternativa mais provável. O meia, revelado pela base santista, ainda não explodiu como jogador, e nunca foi aproveitado de forma regular no clube. Entretanto, entrou contra o Corinthians e foi bem. Alan é um meia de mais velocidade e que carrega menos a bola que Ganso, e talvez ele alterne as funções de armação com Elano e Neymar. O porém: esse esquema pode deixar os laterais Jonathan e Léo mais presos, e o time passaria a jogar excessivamente pelo meio. Para o jogo de volta na Vila Belmiro, Arouca deve voltar ao time, entrando no lugar de Adriano (ou mesmo no de Alan Patrick, caso este não vá bem em Manizales);

2- Mudar para o 3-5-2, com Bruno Aguiar: nessa alternativa, o Santos ganha força defensiva e mais um zagueiro alto, e Elano passa a atuar mais adiantado, como armador. O time também pode ganhar força nas bolas aéreas, bem ao gosto do treinador, e os laterais teriam mais liberdade, protegidos pelos zagueiros, pelo volante marcador Adriano e pelo ala/meia Danilo. Não é uma opção que Muricy deva usar desde o início, mas pode acontecer durante a partida;

3- Mudar para um 3-6-1: neste cenário, além de Bruno Aguiar na zaga, Zé Eduardo, que está em péssima fase, sairia do time para a entrada de mais um volante (Rodrigo Possebom), e Elano seria o armador, para Neymar sozinho na frente. Opção arriscada, já que o camisa 11 não tem porte físico para trombar com defensores;

Como o leitor pode conferir, nenhuma dessas alternativas cogita a utilização de Keirrison. O atacante, que chegou em meados do ano passado à Vila Belmiro, segue no limbo em que permanece desde que deixou o Palmeiras. Mal jogou no Benfica, foi pouco aproveitado na Fiorentina, e no Santos, nas poucas vezes em que é utilizado, sempre parece disperso, como se o jogo não fosse com ele. Nem de longe lembra o ousado centroavante que, atuando pelo Coritiba, dividiu a artilharia do Brasileiro de 2008 com Kléber Pereira, e que só contra o Santos fez sete gols naquela temporada. Em forma, o K9 seria a melhor alternativa para fazer dupla com Neymar.

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Equipe Trivela

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