Brasil

Sem Kaká, Brasil tenta recuperar segundo lugar

Os resultados do sábado não ajudaram e o Brasil entrará em campo contra o Equador sob pressão. Apenas uma vitória deixa a Seleção na segunda posição. Mais que isso, impede que a equipe comandada por Dunga caia para o quarto lugar, sob ameaça da aproximação do Uruguai.

Para isso, o Brasil não poderá contar com Kaká. O meia se lesionou na última partida do Milan e nem viajou ao Equador. O substituto mais provável é Ronaldinho, que treinou como titular durante esta semana na Granja Comary.

Nas demais posições, Dunga não tem desfalques. Assim, deve manter o esquema com quatro defensores (Maicon, Lúcio, Luisão e Marcelo) diante do goleiro Júlio César. O meio-campo teria Gilberto Silva e Felipe Melo como volantes, com Elano e Ronaldinho na armação. A dupla de ataque seria composta por Robinho e Luís Fabiano.

A Seleção precisa da vitória para ir a 20 pontos e se manter à frente da Argentina, que foi a 19 depois de fazer 4 a 0 na Venezuela neste sábado. O Chile, que completa a rodada das Eliminatórias neste domingo, contra o lanterna Peru, e o Uruguai têm 16 e também ameaçam os brasileiros.

O compromisso também pode ser difícil pela situação do adversário. O Equador tem 12 pontos e precisa dos três pontos para se manter na briga por uma das quatro vagas do continente na Copa 2010 (ou a quinta posição, que leva à repescagem).

O Equador não tem desfalques para a partida. No entanto, o meia Antonio Valencia, principal jogador de La Tri, se recupera de uma contratura muscular e não está em totais condições.

O jogador do Wigan se submeteu a exames neste sábado e foi liberado, mas o técnico Sixto Vizuete deu sinais de que deve deixá-lo no banco. Em seu lugar entraria David Quiroz.

Sem Valencia, as principais armas equatorianas deve ser a dupla ofensiva Christian Benítez e Guerrón. Muito rápidos e fortes fisicamente, ambos podem criar dificuldades para a defesa brasileira, sobretudo nas costas de Marcelo.

O Brasil nunca venceu os equatorianos fora de casa pelas Eliminatórias. Foram três confrontos, com um empate e duas vitórias equatorianas. O único resultado útil foi em 1993, em Guaiaquil. Nos 2.850 mil m de altitude de Quito, o aproveitamento dos anfitriões é de 100%.

“Clásico del Pacífico”
A rodada das Eliminatórias sul-americanas será encerrada com Peru x Chile. O duelo, chamado de Clásico del Pacífico na América Espanhola, carrega uma boa dose de rivalidade devido a problemas históricos entre os países. Tanto que, durante a semana, jornais de Lima e Santiago publicaram provocações.

Os peruanos precisam da vitória para que suas esperanças de classificação tenham um mínimo de realismo. Na lanterna da competição, o Peru conta com uma vitória para se aproximar do pelotão intermediário. O técnico José del Solar só tem o atacante Rengifo como desfalque, mas tem concentrado seu discurso na busca de motivação e garra de seus jogadores.

O Chile está em situação mais tranquila e conta com um resultado útil para seguir entre os quatro primeiros. Marcelo Bielsa tem variado muito as escalações durante as Eliminatórias. No último treino antes da partida, o argentino montou La Roja no 4-3-3, com o ex-gremista Beausejour de meia-esquerda e o trio Alexis Sánchez, Humberto Suazo e Mark González na frente.

Foto de Equipe Trivela

Equipe Trivela

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