Por que São Paulo buscou Maílton e como ele encaixa no esquema de Crespo
Tricolor fecha com lateral-direito, que assina contrato definitivo com o clube até o final de 2027
O São Paulo fechou a sua janela de transferências com a contratação de Maílton. O lateral-direito assinou contrato definitivo com o clube até o final de 2027.
A chegada do jogador resolve a última carência diagnosticada pela diretoria e pelo técnico Hernán Crespo. Recentemente, o clube também anunciou a contratação de Rafael Tolói para repor a saída de Ruan, no meio do ano, e a renovação com Alan Franco.
Maílton chamou a atenção do São Paulo após se destacar pela Chapecoense na disputa da Série B desta temporada. O jogador pertencia ao Metalist, da Ucrânia. No acordo, o Tricolor perdoou uma dívida de 620 mil euros da equipe ucraniana por conta da contratação de Paulinho Bóia.

Por que o São Paulo buscou Maílton?
Conforme apurado pela Trivela, o São Paulo buscou a contratação de Maílton por dois motivos. O primeiro deles é a sua vocação ofensiva. O lateral tem boa bola parada, drible em velocidade e ainda finaliza com as duas pernas. Além disso, ele cresceu quando passou a atuar no esquema com três zagueiros, o mesmo adotado por Hernán Crespo.
Os números de Maílton pela Chapecoense respaldam a sua contratação. O lateral-direito era o artilheiro da Chape na Série B, com seis gols. Ao todo, no ano, são sete gols e nove assistências em 30 jogos.
Maílton sozinho soma mais participações em gols do que todos os demais laterais que defendem (ou defenderam) o São Paulo nesta temporada. Juntos, Maik, Cédric, Enzo, Wendell, Patryck, Igor Vinicius e Moreira marcaram dois gols e deram sete assistências.
— Maílton era o artilheiro da Chapecoense na série B e o artilheiro isolado do time. Foi um jogador decisivo, importante, com característica bastante ofensiva. É um velocista, dificilmente alguém conseguia buscar ele quando ele colocava a bola na frente, chuta com as duas pernas, tanto com a direita para a esquerda, chuta bem, tem força no chute e é driblador. Então essas características faziam dele tanto um lateral quanto um atacante pela direita — explica o jornalista Anderson Rodrigo, que cobre a Chape “ge”.
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Como Maílton pode se encaixar no São Paulo?
Formado nas categorias de base do Palmeiras e com passagem também pelo Atlético Mineiro, Maílton viveu uma carreira de altos e baixos até agora. Inclusive, com a camisa da Chapecoense.
Após fazer uma boa temporada em 2022, o atleta defendeu a Ponte Preta em 2023 e retornou à Arena Condá em 2024. No ano passado, porém, ele não conseguiu repetir o mesmo desempenho e acabou na reserva.
A mudança de chave em 2025 veio também com a alteração do esquema tático. Gilmar Dal Pozzo passou a escalar a Chapecoense com três zagueiros. E foi aí que Maílton cresceu, a ponto de virar o artilheiro da equipe.
— Por que no ano passado ele ficou tão abaixo e nesse ano ele foi tão bem? O esquema tático. No ano passado, a Chapecoense jogava no 4-3-3. E como ele tem algumas fragilidades defensivas, ele não conseguia se firmar. Nesse ano, a Chapecoense encontrou o estrema com três zagueiros, e o time jogava para ele. Ele atuava como um ala. E ofensivamente, ele vai muito bem. Defensivamente, não é que ele compromete 100%, mas é um pouco abaixo. Ele é um basicamente um lateral ofensivo — afirma o jornalista Rangel Agnolin, da catarinense “Rádio Oeste Capital”.
Os próximos jogos do São Paulo
- Atlético Nacional x São Paulo — Libertadores — terça-feira, 12 de agosto, às 21h30;
- Sport x São Paulo — Brasileirão — sábado, 16 de agosto, às 18h30;
- São Paulo x Atlético Nacional — terça-feira, 19 de agosto, às 21h30.
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