Santos e São Paulo trocam farpas por final que acabou em notas oficiais e WO na base
Rivais fariam clássico em decisão da Copa Buh sub-13 que (até agora) não aconteceu
A rivalidade entre Santos e São Paulo movimentou os bastidores dos dois clubes na última semana. E não por conta do clássico disputado na noite do último domingo (21), na Vila Belmiro, pela 24ª rodada do Campeonato Brasileiro.
Antes mesmo de o Peixe derrotar o Tricolor por 1 a 0 e se afastar da zona de rebaixamento do Brasileirão, as diretorias dos dois clubes trocaram algumas farpas por conta de uma final de campeonato envolvendo as suas equipes sub-13.
Classificados para a decisão da Copa Buh, os Meninos da Vila e as Crias de Cotia disputariam o título da competição na última quarta-feira (17) no Centro de Treinamentos do São Paulo, localizado em Cotia.
Ocorre que por diferentes justificativas o duelo não ocorreu. O Tricolor acusa o Peixe de ter faltado ao compromisso, se autodeclarou campeão do torneio e garante que não participará mais da competição.
O Alvinegro, por sua vez, contesta a acusação e afirma que a data da decisão sequer foi confirmada.
São Paulo diz que Santos não aceitou torcida única
Segundo o São Paulo, a final da Copa Buh estava marcada para acontecer às 15 horas (horário de Brasília) de quarta-feira (17) em um dos campos do Centro de Formação de Atletas (CFA) Presidente Laudo Natel.
O local do confronto, ainda com base nas informações do Tricolor, foi um pedido da organização do torneio e atendido pelo São Paulo, que se preparou “de maneira profissional, com estrutura além do exigido pelo regulamento, a fim de valorizar a competição e proporcionar aos atletas e seus familiares um ambiente digno de final”.
Apesar disso, de acordo com a diretoria são-paulina, o Santos não teria concordado com o fato de as arquibancadas do local estarem disponíveis apenas para os torcedores tricolores e, por isso, teria se recusado a comparecer ao CFA.
Por meio de nota, o São Paulo se posicionou justificando que a medida “como é de conhecimento público, não parte do São Paulo, mas do Ministério Público”, uma vez que é proibido a realização de clássicos em todo Estado com torcidas mistas nas arquibancadas.
“Ainda assim, nossa instituição se manteve fiel ao compromisso assumido, garantindo que a equipe estivesse em campo no horário combinado, devidamente uniformizada e preparada para a disputa”, informa a nota são-paulina.
Horas antes do suposto horário marcado para a bola rolar, o São Paulo alega que “surgiram versões contraditórias e justificativas infundadas por parte do adversário e da própria organização, que, de forma surpreendente e desrespeitosa, não providenciou a presença de arbitragem, medalhas e troféu, inviabilizando oficialmente a realização da final”.
Diante do imbróglio, o São Paulo mandou os seus atletas a campo às 15 horas e se autodeclarou vencedor da partida, pois teria cumprido integralmente sua obrigação, diferentemente do Santos.
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Santos rebate e diz que aguarda data da final
Sem realmente ter comparecido ao CFA, o Santos rechaça as acusações tricolores e garante que não se recusou a enfrentar o São Paulo.
Também por meio de comunicado oficial, o Peixe se defende dizendo que “só não participou porque a data do jogo não foi confirmada no aplicativo oficial da competição, conforme dispõe claramente o regulamento do torneio e comprova o print a seguir”.

A diretoria alvinegra ainda reforça que não faz o menor sentido o São Paulo se autodeclarar o campeão, “pois quando o adversário entrou em campo, não tinha arbitragem e nem mesmo o troféu e medalhas, que seriam entregues aos atletas dos dois times na solenidade oficial de encerramento”.
Por fim, o time da Vila Belmiro garante que ainda “aguarda o agendamento oficial da final”.
O Alvinegro também permanece à espera de um posicionamento da organização do torneio.



