Fifa condena Santos a indenizar comissão técnica de Pedro Caixinha
De acordo com o apurado pela Trivela, decisão da entidade saiu nesta terça-feira (16); Peixe pode ir ao TAS
O imbróglio envolvendo o Santos e a comissão técnica de Pedro Caixinha tem um novo capítulo. Nesta terça-feira (16), o Peixe foi condenado pela Fifa e terá que indenizar os portugueses pela demissão consumada no último dia 14 de abril, após a derrota para o Fluminense, por 1 a 0, no Maracanã, pelo Campeonato Brasileiro.
O Santos Futebol Clube informa que o técnico Pedro Caixinha não comanda mais o time profissional. Junto com ele deixam o Clube os auxiliares técnicos Pedro Malta e José Pratas, o preparador físico Guilherme Gomes e o preparador de goleiros José Belman. O auxiliar técnico César… pic.twitter.com/qaAoMMheI5
— Santos FC (@SantosFC) April 14, 2025
De acordo com o apurado pela Trivela, a entidade que comanda o futebol mundial determinou que o Santos pague 2 milhões de euros (R$ 12,6 milhões na cotação do dia) aos profissionais em até 45 dias. Esse pagamento precisa ser feito à vista.
Ainda conforme as informações obtidas pela Trivela, o Peixe pode recorrer da decisão no Tribunal Arbitral do Esporte (TAS).
Em caso de nova condenação, a indenização será cobrada com juros. Ou seja, mais do que os R$ 12,6 milhões já estipulados pela Fifa.
A situação é semelhante ao processo movido pelo Arouca, de Portugal, contra o Santos.
Em junho deste ano, a Fifa determinou que o Alvinegro depositasse 2,5 milhões de euros (R$ 15,5 milhões na cotação da época) nas contas do clube português pela compra do zagueiro João Basso. O Peixe, porém, recorreu ao TAS e permanece à espera da decisão do órgão.

Contrato entre Santos e Caixinha tinha valores e prazo definido
Caixinha e os auxiliares Pedro Malta e José Pratas, o preparador físico Guilherme Gomes e o preparador de goleiros José Belman ajuizaram uma ação na Fifa pelo rompimento unilateral do contrato cobrando o pagamento de R$ 15 milhões.
O posicionamento de Caixinha e seus aliados sempre foi de que todas as partes, justamente para não ter problemas em caso de demissão, incluíram no acordo da comissão técnica uma cláusula em que estava explícito o valor e o prazo para que o pagamento fosse efetuado diante de um desligamento.
Diante da demissão da comissão técnica, o Santos tentou um parcelamento, mas as condições não foram aceitas pelos profissionais.
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Prazo para pagamento se esgotou há quatro meses
O prazo para que o Santos pagasse a multa rescisória à comissão técnica de Pedro Caixinha chegou ao fim no dia 2 de maio sem um acordo entre as partes.
Assim, o treinador e seus assistentes, representados pelo escritório jurídico Art Rock & Sports — o mesmo que formulou o contrato do da comissão técnica de Léo Jardim com o Cruzeiro, por exemplo –, não perderam tempo e submeteram a ação na Fifa na manhã do dia seguinte, em 3 de maio.
Após quatro meses, a entidade se posicionou sobre o processo e agora caberá ao Santos decidir se irá acatar a determinação ou recorrer ao TAS.
O não pagamento da dívida pode acarretar, futuramente, em um novo transfer ban ao Peixe.
Depois da demissão de Pedro Caixinha, o Santos apostou no trabalho de Cléber Xavier, que foi demitido no mês passado, após a constrangedora derrota por 6 a 0 para o Vasco, no MorumBIS. Atualmente, o Peixe é comandado pelo argentino Juan Pablo Vojvoda.



