Derrota ‘inadmissível’ e ‘protagonista’: O que mudou no Santos desde o desabafo de Teixeira
No 1º turno, o Vasco venceu o Peixe, em São Januário, e o mandatário santista fez um duro discurso
Três meses e meio depois, Santos e Vasco se reencontram pelo Campeonato Brasileiro. No primeiro turno, em confronto válido pela 1ª rodada da competição, disputado em 30 de março, os cariocas venceram os santistas, de virada, por 2 a 1, em São Januário. O resultado enfureceu o presidente do Peixe, Marcelo Teixeira.
Em entrevista depois da partida, o mandatário alvinegro classificou o resultado, mesmo jogando fora de casa, como “inadmissível”, pois o Santos, segundo ele, iniciava o Brasileirão para ser “protagonista”.
Um turno depois de tais declarações, muitas coisas aconteceram na Vila Belmiro. Em busca do sonhado protagonismo no campeonato, Teixeira mudou treinadores, executivos de futebol e jogadores.
Nada disso, no entanto, serviu para mostrar que o discurso e a visão do presidente, no início do Brasileirão, estavam desconectados da realidade.

Nesse reencontro com o Vasco, o Santos aparece na 14ª colocação com apenas 21 pontos conquistados. Já o Cruzmaltino abre a zona de rebaixamento, com 17 pontos, mas com apenas uma derrota em São Januário na competição, para o Red Bull Bragantino, que também superou o Santos na Vila.
A equipe carioca até perdeu outras duas vezes como mandante, mas ambas as derrotas – para Palmeiras e Botafogo – foram sofridas em jogos realizados no estádio Mané Garrincha, em Brasília.
O que disse Marcelo Teixeira após a derrota para o Vasco?
— O time se apresentou relativamente bem, mas perdemos três pontos. Aqui era inadmissível, o Santos iniciar uma campanha onde quer ser protagonista, quer ficar na primeira página do campeonato. Vir aqui, com todo o respeito ao Vasco, mas era um jogo para três pontos. O time jogou, fez o primeiro gol, não tivemos tantos problemas em termos defensivos, perdemos algumas oportunidades, mesmo quando estava 1 a 1 — iniciou o mandatário santista, à época.

— Um time que quer chegar na decisão do campeonato, entre os primeiros colocados, não pode tomar os gols que a gente toma, infantis. Coisas assim são impressionantes para um time que treina, treina, treina e toma os gols de cabeça, bola aérea, relativamente sempre tem esse tipo de dificuldade — completou o presidente.
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Começam as mudanças de peças no Santos
De lá pra cá, o Santos passou por diferentes mudanças. Quatorze dias após a derrota para o Vasco, o Peixe perdeu para o Fluminense, também no Rio de Janeiro, e o técnico Pedro Caixinha foi demitido. Cléber Xavier foi o escolhido para substituir o português.
Quarenta e três dias depois, Pedro Martins, que executava a função de CEO, alegou não estar sendo ouvido ou atendido pela direção santista e entregou o cargo.
Alexandre Mattos, vindo do Cruzeiro na posição de Executivo de Futebol, assumiu o posto.
Pelo menos cinco mudanças entre os titulares
As mudanças, naturalmente, seguiram para a equipe titular. O Santos que iniciou o duelo em São Januário era composto por: Gabriel Brazão; JP Chermont, Zé Ivaldo, Gil e Gonzalo Escobar; João Schmidt, Gabriel Bontempo e Barreal; Rollheiser, Tiquinho Soares e Guilherme.
Na ocasião, Pedro Caixinha ainda utilizou Diego Pituca, Thaciano, Gabriel Veron, Luca Meirelles e Deivid Washington.
O GOLAÇO DO NOSSO CAMISA 22 E A FESTA DA NAÇÃO SANTISTA, QUE CANTA MUITO ALTO EM SÃO JANUÁRIO!#VASxSAN | 0x1 pic.twitter.com/SlUDKA4osz
— Santos FC (@SantosFC) March 30, 2025
Se usarmos uma provável escalação para domingo como exemplo, constataremos pelo menos cinco mudanças entre os titulares daquele para o próximo jogo.
Afinal, a expectativa é de que o Santos entre em campo com: Gabriel Brazão; Mayke, Gil, Luan Peres (Luisão) e Souza; Tomás Rincón, Gabriel Bontempo e Rollheiser; Guilherme, Neymar Jr. e Barreal.
As mudanças só não são em maior quantidade, porque João Basso, um dos zagueiros centrais preferidos de Cléber Xavier, está machucado e não irá encarar o Vasco no domingo.
As chegadas e saídas do Santos ao longo do turno
Parte dessas mudanças estão relacionadas às chegadas e saídas de jogadores promovidas pelo Santos.
Ao longo desses três meses e meio, o Peixe adicionou ao seu elenco os laterais-direitos Mayke e Igor Vinícius, o meio-campista Willian Arão e o atacante Gustavo Caballero.
Em contrapartida, deixaram o clube o meio-campista Diego Pituca e o atacante Gabriel Veron. Essa lista ainda pode receber o nome de Zé Ivaldo, que, fora dos planos, tem propostas de clubes do exterior.
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Protagonismo que não furou a bolha
Vindo de duas vitórias consecutivas (Juventude e Cruzeiro), o Santos se encontra em evolução na competição.
Mas a construção de um elenco desequilibrado e que ainda carece de peças faz com que o protagonismo no Brasileirão imaginado por Marcelo Teixeira não saia da sua mente e bolha presente no CT Rei Pelé e Vila Belmiro.






