Brasil

SAF no Santos: Quais as chances de modelo ser aprovado em 2025

Em 2022, o Peixe atualizou o seu Estatuto Social para se transformar em Sociedade Anônima do Futebol

Machucada pelas más administrações dos últimos anos que culminaram no inédito rebaixamento à Série B do Campeonato Brasileiro, parte da torcida do Santos entende que está na hora de o clube se transformar em Sociedade Anônima do Futebol (SAF).

Usando como exemplo o Botafogo, que deixou a Série B em 2021 e em 2024 conquistou a Série A e a Copa Libertadores da América, os torcedores do Peixe acreditam que essa é a única alternativa para que o clube tenha uma administração profissional, poderio financeiro e protagonismo na “nova era” do futebol brasileiro.

Em razão disso, têm sido comum, nos últimos dias, ler nas redes sociais a #SAFnoSantos entre os assuntos mais mencionados.

Para saber se o Peixe tem se movimentado, de fato, para se transformar em SAF, a Trivela conversou com alguns membros da cúpula alvinegra.

O Santos já pode se transformar em SAF?

Em 2022, ainda sob o comando do ex-presidente Andres Rueda, o Santos fez uma atualização no seu Estatuto Social, com aprovação dos membros do Conselho Deliberativo, para que o clube pudesse se transformar em SAF.

Mas, de acordo com o parágrafo quarto do artigo 5 do Estatuto vigente, o Santos precisa ser proprietário majoritário das suas ações.

Caso ocorra a transferência de bens e/ou direitos do clube à sociedade mencionada, o Santos deverá deter, no mínimo, 51% (cinquenta e um por cento) das ações ou quotas em que se divide o capital social votante e total da sociedade, e sua participação societária não poderá ser onerada ou transferida, a qualquer título, e para qualquer fim, sem a aprovação do Conselho Deliberativo em reunião especialmente convocada para esse fim, cujo quórum de instalação, em primeira convocação, será de 2/3 (dois terços) dos conselheiros, e, em segunda convocação, qualquer número de conselheiros; e, o quórum de aprovação será de 2/3 (dois terços) dos conselheiros presentes — diz o Estatuto.

Na prática, conforme as normas atuais do clube, isso significa que a empresa ou grupo de investimentos disposto a comprar a SAF do Santos terá, no máximo, 49% das ações do Alvinegro.

Ou seja, dependerá da autorização dos dirigentes eleitos pelo associado para executar tudo que envolve o futebol do clube.

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As chances de acontecer em 2025

Na expectativa de ver o atacante Neymar — fora dos planos do técnico português Jorge Jesus, no Al Hilal, da Arábia Saudita — de volta ao Santos, especula-se, há tempos, uma negociação para que o pai do jogador, junto de outros investidores, compre a SAF do Peixe.

Mas isso, de acordo com um alto membro da cúpula alvinegra, “nunca foi aventado” nos bastidores da Vila Belmiro, tampouco se encontra em negociações neste momento.

Últimas notícias do Santos:

Em recente entrevista ao “Jornal da Orla”, de Santos, Marcelo Teixeira, presidente do Peixe, afirmou ser favorável à SAF, desde que o clube não perca a sua identidade.

— Sou favorável à SAF, mas no momento oportuno e em condições que o clube não perca a sua identidade. A SAF é o futuro, porém, esse processo precisa ainda amadurecer no Brasil. Algumas iniciativas envolvendo grandes clubes deram certo e outras não. A maior vantagem, sem dúvida, é a capacidade de investimento e o saneamento das dívidas, contudo, isso não é tudo no futebol — disse o mandatário.

O futebol brasileiro encerrou a temporada de 2024 com oito SAFs na Série A, seis na Série B, cinco na Série C e oito na Série D. O último clube de tradição do país a adotar esse modelo de administração foi a Portuguesa de Desportos, que teve 80% das suas ações vendidas à Tauá Partners em um negócio de mais de um R$ 1 Bilhão.

Foto de Bruno Lima

Bruno LimaSetorista

Jornalista pela UniSantos com passagem pelo Jornal A Tribuna de Santos. Já trabalhou na cobertura de jogos da Libertadores e das Eliminatórias Sul-Americanas no Brasil e no Exterior. Na Trivela, é setorista do Santos.

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