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Rodrigo Marino, candidato à presidência do Santos, afirma: ‘O clube tem um patamar técnico e vou respeitá-lo’

Representante da Chapa 3 nas eleições do Santos, Rodrigo Marino tem como prioridade mudar a postura do clube no mercado por contratações

Nesta quarta-feira (6), a Trivela dá continuidade à série de entrevistas com os cinco candidatos à presidência do Santos. A eleição para comandar o próximo triênio alvinegro ocorrerá no próximo sábado (9), na Vila Belmiro. O terceiro entrevistado é o administrador de empresas Rodrigo Marino, que tem o engenheiro Clovis Cimino como vice-presidente, e lidera a Chapa 3 do pleito. Na segunda-feira (4), Ricardo Agostinho revelou suas propostas, enquanto na terça-feira (5) foi a vez de Wladimir Mattos. As entrevistas com os outros dois candidatos serão publicadas no site entre quinta-feira (6) e sexta-feira (8).

O Santos vive um dos piores momentos da sua história com seguidas brigas contra o rebaixamento. Por que o senhor entende que está pronto para administrar o clube nesse momento?
O Santos abriu mão do futebol nos últimos três anos. A atual gestão não entende de futebol e juntou grupos políticos para se eleger, mas não se atentou em planejar o futebol, que era aquilo que realmente precisava fazer. Estou preparado, pois vivo o futebol e principalmente o Santos a vida toda. Tenho um planejamento pronto para ser colocado em prática a partir da vitória das eleições. Tenho muita experiência e qualificação administrativa, pois é minha formação acadêmica. Além disso, tenho muita vivência no meio do futebol.

Quais é a sua principal prioridade como presidente, caso seja eleito?
Sem dúvidas, o futebol. Precisamos montar rapidamente um time capaz de entrar em 2024 com condições de disputar para vencer. Entrar no Campeonato Paulista para ser campeão.

A construção da nova Vila é o sonho do torcedor santista. Como o senhor pensa em agilizar o processo para o início das obras?
Precisamos tomar conhecimento do documento assinado entre Santos e WTorre, chamar a construtora e discutir os próximos passos, não há mais o que esperar. O Santos precisa da arena e o nosso torcedor merece a arena.

Qual será a postura do Santos no mercado em busca de reforços, caso o senhor seja eleito? O que será feito para que o planejamento visando a temporada 2024 não fique prejudicado em razão da mudança de presidente?
A mudança de presidente é a certeza da mudança de postura do Santos no mercado. Vou abrir o clube, conversar com o mercado, trazer reforços que cheguem para resolver e não para compor elenco. Chega de contratações pífias, o Santos tem um patamar técnico e vou respeitá-lo.

Se eleito, o senhor irá manter a atual comissão técnica do elenco profissional ou está decidido a contratar um novo treinador? O coordenador de futebol Alexandre Gallo dará continuidade ao trabalho que vem sendo feito?
Temos um planejamento para o departamento de futebol. Após a nossa vitória chamaremos os profissionais que atualmente ocupam essas funções e mostraremos o nosso planejamento. A partir disso, tomaremos as decisões.

A diferença do Santos para os principais rivais de São Paulo em termos de arrecadação com bilheteria é muito grande. O que fazer para melhorar esse cenário?
Vamos mudar o regulamento de venda de ingressos. Atualmente temos um regulamento de vendas que não atende todas as categorias do plano de sócios e permite uma evasão de receita. Vamos corrigir rapidamente esse problema.

Qual o futuro do departamento de futebol feminino? O senhor seguirá com Aline Xavier na coordenação do futebol feminino, uma vez que o departamento acumula polêmicas envolvendo até casos de abuso psicológico?
O futebol feminino será tratado da mesma maneira e importância que o futebol masculino. Reforçaremos o elenco e voltaremos a vencer.

Recentemente o Santos apresentou um projeto para a construção de um novo Centro de Treinamento para os Meninos da Vila em Praia Grande. Qual a sua opinião sobre o assunto?
Não conheço o projeto. Vou tomar ciência de tudo a partir da nossa vitória nas eleições.

Qual a sua avaliação sobre as categorias de base do Santos e o que pretende fazer para melhorá-la? A base das Sereias, por exemplo, sempre foi referência, mas passa por uma fase de poucos investimentos. Cuidar das Sereinhas também será uma prioridade?
A categoria de base receberá um novo olhar. Já no primeiro ano de gestão vamos construir uma estrutura de desenvolvimento e formação para os Meninos da Vila em uma área de 1.800 metros quadrados construídos. Será uma estrutura totalmente voltada ao desenvolvimento e formação de novos raios.

O tema SAF divide muitas opiniões entre os torcedores do Santos. Está nos seus planos transformar o clube em SAF?
Eu prefiro o modelo de parceria. Inclusive já tenho contatos para buscar uma parceria que levaria o Santos a outro patamar no futebol brasileiro.

Foto de Bruno Lima

Bruno Lima

Bruno Lima nasceu em Santos (SP) e se formou em Jornalismo na Universidade Católica de Santos (UniSantos) em 2010. Antes de escrever para Trivela, passou por A Tribuna
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