Brasil

Mesmo com má campanha, Copa do Brasil foi nascedouro de time ideal e ponto de inflexão do Palmeiras em 2023

Time de Abel Ferreira caiu nas quartas para o São Paulo e não conquistou nem metade dos pontos que disputou

Pelo segundo ano consecutivo, o Palmeiras parou no São Paulo na Copa do Brasil. Mas, se em 2022, a eliminação teve injustiça e polêmica, por conta de um erro crasso do VAR, em 23, não houve nada se contestar.

O Palmeiras fez uma campanha ruim na competição. Dos seis jogos que disputou no torneio, ganhou apenas dois (idas contra Fortaleza e Tombense), tendo perdido três (volta para o Fortaleza e duas vezes para o São Paulo) e empatado um outro (volta contra o Tombense).

É verdade que o Alviverde atuou com times mistos em praticamente todos os jogos. Jhon Jhon foi titular mais de uma vez. Bruno Tabata, Giovani, Navarro, López e Vanderlan também tiveram muitos minutos em campo.

Mesmo assim, um desempenho menor que 50% dos pontos disputados é sempre algo a ser criticado.

Laboratório de formação tática

Dentro dessa filosofia de fazer experimentações, os jogos da competição marcaram as primeiras formações com três zagueiros na temporada.

O time que perde para o São Paulo na ida das quartas por exemplo, só foi diferente do time ideal de Abel na reta final do Brasileiro porque Zé Rafael não pôde jogar (Ríos o substituiu) e Dudu ainda não havia se lesionado.

Mas o 3-5-2, com Luan de “quase-líbero”, e o ataque com dois homens de frente (Dudu e Endrick), apoiado pelos dois laterais e as chegadas dos volantes, estava lá.

Gosto de que dava para ir mais longe

Das três competições do segundo semestre, a Copa do Brasil era a que menos interessava ao Palmeiras. Isso fica claro de antemão pelas escolhas das equipes que entraram em campo. A meta orçamentária do clube, inclusive, foi cumprida, que era ficar entre os oito melhores do torneio.

Mas perder para o São Paulo pelo segundo ano consecutivo foi um baque, sem dúvida. E foi no jogo de volta das quartas (1 a 2), em 13 de julho, que a insatisfação com a falta de opções do elenco teve seu primeiro pico dentro da torcida.

Além disso, ficou para o palmeirense o gosto de que o time poderia ter ido além e chegado à decisão. O mesmo São Paulo que eliminou o Palmeiras foi humilhado no mesmo Allianz Parque meses depois, pelo Brasileirão.

O Corinthians eliminado pelos tricolores na semi, por mais mística que o Dérbi carregue, também não soava como um desafio dos maiores, à época. E, por fim, o Flamengo de Sampaoli que o São Paulo derrotou na final talvez tenha sido a formação rubro-negra mais inconsistente dos últimos anos.

Como o ano terminou com a conquista do Brasileirão, a eliminação na Copa do Brasil de 2023 acabou não entrando para o imaginário palmeirense como uma larga decepção. Mas, avaliada a frio, post mortem, foi uma participação pífia.

A campanha

Terceira fase

Palmeiras 4 x 2 Tombense
(Menino, López, Gómez e Navarro/ Frizzo e Marcelinho)

Tombense 1 x 1 Palmeiras
(Alex Sandro/ Breno Lopes)

Oitavas de Final

Palmeiras 3 x 0 Fortaleza
(Veiga, Tabata e Rios)

Fortaleza 1 x 0 Palmeiras
(Lucero)

Quartas de final

São Paulo 1 x 0 Palmeiras
(Rafinha)

Palmeiras 1 x 2 São Paulo
(Piquerez/ Caio Paulista e David)

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata Lima

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.
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