Brasil

Palmeiras tem 63% de chances de cair, diz matemático

O professor Tristão Garcia falou com o blog

Em seu site o senhor coloca o Palmeiras com 63% de possibilidade de queda. Não é muito cedo para isso?

É o que dizem os números. Eu acredito na reação do Palmeiras, acho que ele vai sair dessa situação. Mas, é bom lembrar, que às vezes respeitamos muito a camisa, o passado do clube e não ficamos atentos ao que está se passando. Por isso, nos surpreendemos quando grandes clubes como Vasco, Botafogo, Corinthians e Grêmio caem.

Por que o senhor acha que o Palmeiras vai reagir?

É comum os clubes que estão mal no primeiro turno consigam grande reação no segundo. A maior delas foi a do Fluminense em 2009. Em 28 jogos, eles tinham 22 pontos. Nos 10 jogos seguintes, conseguiram 24 pontos, um aproveitamento de 80%, que só os grandes campeões tem. Quanto ao Palmeiras, nas três vezes que dirigiu o clube em Brasileiros, Felipão conseguiu 46 pontos. É muito ruim, mas é suficiente para escapar. Outra coisa que vai contra o Palmeiras é não mandar os jogos em seu campo. Isso atrapalha.

Qual é a nota de corte para rebaixamento?

A nota mais alta de corte foi a de 2009, quando o Coritiba foi surpreendido com a ascensão de Fluminense e Botafogo e foi rebaixado com 45 pontos. Hoje, o que dá para falar é que, com 45 pontos, os times escaparão. Isso é certeza. Mas a tendência é diminuir.

E para chegar à Libertadores?

Por enquanto é de 70 pontos.

 

 

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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