Brasil

Além do troféu: o que está em jogo para o Palmeiras no Campeonato Paulista?

A conquista pode não ser das mais cobiçadas pelos palmeirenses, mas tem seu peso e abre caminho para outros troféus

O Palmeiras volta, nesta quinta-feira (28), ao Allianz Parque. Terá pela frente o Novorizontino pela semifinal do Campeonato Paulista.

Se vencer, o Alviverde chegará à sua 17ª decisão no Paulista, sendo a quinta seguida – um recorde na história do clube. Se for campeão, chegará a 26 conquistas, diminuindo a margem para o Corinthians (30) e a ampliando para São Paulo e Santos (22).

Será também o primeiro tricampeonato do clube no Paulista desde o triênio 1932-33-34. E, se vier sem derrotas — o time ainda não perdeu no campeonato e não perde há 20 jogos no total – será a primeira conquista invicta desde 1972.

Dos títulos que o Palmeiras vai jogar no ano, o Paulista é o menos desejado. O que não significa que o perder não tem seu preço. Vide o próprio Palmeiras em 2018 e 2021, quando derrotado pelo rival de Itaquera e pelo do Morumbi na final, respectivamente.

É por conta disso, entre outras razões, que vencer o Estadual, a essa altura, torna-se tão importante. O troféu na prateleira pode não valer tanto como uma Copa Libertadores. Mas é justamente vencê-lo o que vai pavimentar os caminhos do time na temporada.

O que está em jogo no Paulistão?

Dinheiro

Começa pelo mais óbvio: o campeão paulista vai receber R$ 5 milhões da Federação Paulista de Futebol (FPF). Não chega a ser um absurdo (cerca de 1 milhão de euros), mas tampouco é um dinheiro a se jogar fora.

Por contrato, a Crefisa também tem de pagar R$ 4 milhões em bonificação, em caso de conquista estadual. Valor que será abatido da dívida do clube com sua patrocinadora, que cairá para R$ 20 milhões, se o Verdão sair campeão – já foi de R$ 171 milhões.

Vale lembrar que, pela mera participação no campeonato, o clube vai chegar a arrecadar algo próximo de R$ 40 milhões – TV mais verbas de marketing.

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Renda

É uma variação do tema anterior, mas vale uma explicação separada, por conta da questão Allianz Parque. Aprovado por Abel, o Allianz será palco de uma possível segunda final do Palmeiras — o que deve garantir uma renda muito superior ao que seria obtida na Arena Barueri.

Em 2022, mesmo com o Setor Norte bloqueado por conta de um palco, a final contra o São Paulo levou mais de 31 mil pessoas ao estádio e arrecadou mais de R$ 2,7 milhões. No ano passado, contra o Água Santa, foram 41 mil pagantes e R$ 3,58 milhões em renda.

Neste ano, Palmeiras x Santos, no Allianz, com 40.379 pagantes, arrecadou R$ 2,37 milhões. O que indica que uma finalíssima no bairro da Vila Pompeia vai trazer muito mais receita para o clube do que um jogo na Grande São Paulo.

Ainda que aconteça, novamente, com parte do estádio impedida — o grupo de pagode SPC toca no local em 5 e 6 de abril, dias que antecedem a decisão.

Validação de time e esquema

Ganhar o título vai dar uma importante chancela à versão 2024 do Palmeiras. O esquema com três zagueiros e dois atacantes de origem, que ganhou corpo no bicampeonato brasileiro, teve algumas alterações neste Estadual, que um possível título irá carimbar de vez.

Entre as principais ideias surgidas no Paulistão está a fixação de Marcos Rocha como um dos zagueiros da linha de três. Outra mudança é a conquista da titularidade por parte de Aníbal Moreno, para fazer par com Zé Rafael, como volante.

E, talvez a mudança mais significativa, seja o “nascimento” de Flaco López. No Palmeiras desde 2021, o argentino enfim se tornou o que se esperava dele.

Artilheiro do time no ano, Flaco joga de uma forma que permite a Abel fazer uma transição menos turbulenta após a saída de Endrick, em julho. A tendência é que Dudu entre na vaga hoje ocupada pelo camisa 9.

Foto de Diego Iwata Lima

Diego Iwata LimaSetorista

Jornalista formado pela Faculdade Cásper Líbero, Diego cursou também psicologia, além de extensões em cinema, economia e marketing. Iniciou sua carreira na Gazeta Mercantil, em 2000, depois passou a comandar parte do departamento de comunicação da Warner Bros, no Brasil, em 2003. Passou por Diário de S. Paulo, Folha de S. Paulo, ESPN, UOL e agências de comunicação. Cobriu as Copas de 2010, 2014 e 2018, além do Super Bowl 50. Está na Trivela desde 2023.

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