O pior custo-benefício do Brasil
Foi em uma conversa despretensiosa no Twitter que veio uma dúvida: quem é o pior custo-benefício do futebol brasileiro? Valdívia surgiu como candidato óbvio. Mas ele tem concorrente. Aproveitando o clima eleitoral, uma disputa no formato de 2º turno.
Valdívia se machuca e será desfalque do Palmeiras. Não é novidade nenhum, mas aconteceu de novo. O camisa 10 do alviverde não joga mais esse ano pelo clube, depois de nova lesão contra o São Paulo. Valdívia é um dos casos recentes que levam a questionar o custo-benefício de um jogador como ele. Vale o investimento? Em tempos de eleição, é hora de votar.
Valdívia voltou ao Palmeiras em 2010, aclamado pela torcida pela excelente passagem de 2008. Estava no “Mundo Árabe’, voltou com problemas físicos, como todo jogador que vem de lá. Se machucou demais, jogou pouco e custa caro. Mesmo em campo, não rende o que se espera e a impressão para quem assiste é que o jogador não faria diferença nenhuma dentro ou fora de campo.
Mesmo assim, Valdívia é um dos salários altos do elenco palmeirense, ainda fruto de um investimento alto feito pelo clube, apostando que ele poderia ser o que foi em 2008. Não foi. E, a essa altura, é difícil imaginar que será. Mas o salário alto continua pingando na conta.
O intrépido Saimon Mryczka levantou os números dessa segunda passagem de Valdívia pelo Palmeiras. Dos 162 jogos que o Palmeiras disputou desde a volta do “mago”, Valdívia jogou 82. Ou seja, ficou 80 jogos fora. Basicamente, jogou metade das partidas. Dessas, em 31 jogos esteve em campo os 90 minutos. No atual Campeonato Brasileiro, são 17 jogos, nenhum gol e uma assistência.
O pior disso tudo é que o torcedor do Palmeiras sabe que mesmo que o chileno esteja em campo, não poderá fazer grande diferença. Por vezes ele sequer é notado em campo. Por isso, Valdívia é um dos grandes candidatos para ser o pior custo-benefício do futebol brasileiro.
O voto imperial
Se Valdívia é um dos piores custos-benefícios do Brasil, o “Imperador” Adriano não fica atrás. No Corinthians, recebeu seu alto salário por meses e meses a fio, jogou pouco, marcou um gol importante (que, é bom dizer, não definiu o campeonato e provavelmente o Corinthians seria campeão mesmo assim) e… Deixou o clube sem deixar nenhuma saudade.
Quando ninguém mais imaginava contar com um ex-jogador que faltou a mais de 40 sessões de fisioterapia no seu pouco tempo no Corinthians, vem o Flamengo, de Patrícia Amorim, e contrata o atacante. Uma boa manobra para tentar se reeleger vereadora e no Flamengo (não deu, a presidente acabou não conseguindo).
Agora, Adriano já faltou três treinos, o limite estabelecido pelo clube da Gávea. Zinho amenizou, disse que esperava por ele e tinha medo do que pode acontecer a Adriano se ele parar de jogar. Então, o Flamengo continua pagando salários ao atacante para ele fazer um tratamento que não parece levar a sério. E já se cogita quebra de contrato antes mesmo que ele estreie.
Com esse cenário incrível, quem seria o pior custo-benefício? Adriano no Corinthians foi certamente uma relação ruim. No Flamengo, já é novamente ruim. Um excelente candidato a pior custo-benefício do Brasil.
Menções honrosas para a dupla da diretoria “soberana”, Cañete e Fabrício, que mal jogam, mas recebem salários (ainda que significantemente menores que os dois citados). Parabéns a todos os envolvidos.
Qual é o seu candidato a pior custo-benefício do futebol brasileiro?