Novo número 1: Rossi quer repetir história de outros goleiros estrangeiros no Flamengo
Entre quatro sul-americanos e dois europeus, Rossi tem muito no que se espelhar para se tornar ídolo do Flamengo
Com a saída de Santos, o Flamengo terá um novo camisa 1 em 2024: Agustín Rossi. O argentino, que chegou ao clube no meio da temporada passada, terá uma grande responsabilidade, já que os dois últimos a vestirem a numeração — Diego Alves e o próprio ex-Athletico — conquistaram a Copa Libertadores. Grandes poderes trazem grandes responsabilidades, e o arqueiro se inspira em outros estrangeiros para conquistar a Nação.
Ao todo, o Flamengo teve outros seis goleiros estrangeiros ao longo de sua história, segundo o Flaestatística, portal de memória atrelado ao clube. Foram outros três argentinos, um paraguaio e dois europeus, de República Tcheca e Espanha. É importante frisar que Rossi é o primeiro arqueiro de fora do Brasil em 38 anos.
CAMISA 1️⃣?
Rossi está de número novo! #VamosFlamengo pic.twitter.com/7h1tjTUTXt
— Flamengo (@Flamengo) January 13, 2024
Os sul-americanos
São quatro nomes a serem abordados, embora dois tenham feito mais sucesso do que os outros. Eusébio Chamorro e Rogelio Domínguez vestiram a camisa rubro-negra em décadas diferentes e, enquanto o primeiro até conseguiu ter participação importante o bastante para ser lembrado como ídolo, sendo peça fundamental nos títulos cariocas de 1953, 1954 e 1955, o segundo teve curta passagem entre 1968 e 1969. Nenhum dos hermanos conseguiu disputar mais de 55 jogos pelo Flamengo.
Fillol e García, em compensação, tiveram história muito mais interessante na Gávea. O argentino foi o último goleiro estrangeiro a vestir a camisa do Flamengo e deixou sua marca muito mais pelo status de campeão da Copa do Mundo em 1978 — tendo disputado o Mundial novamente quatro anos depois —, pelo apelido de “Pato” e a alcunha de um dos grandes arqueiros do mundo à época. Faltou tempo de casa para ser ídolo, já que ele chegou no fim de 1983 e foi vendido ao Atlético de Madrid em julho de 1985.

Sinforiano García, por sua vez, é o grande goleiro estrangeiro da história do Flamengo. No clube entre os anos de 1949 e 1958, o paraguaio disputou mais de 270 partidas com a camisa rubro-negra e foi tricampeão carioca. El embajador del arco, ou Embaixador das Traves, o arqueiro fez história, chegou a ser treinador e é considerado um dos maiores da equipe na posição.

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Os europeus
Ainda que estejam marcados na história do Flamengo, o espanhol José Tunel Caballero e o tcheco Peter Timko não tiveram passagens muitos vitoriosas. Talladas, como o galego foi apelidado ao chegar no Rio de Janeiro, foi o primeiro goleiro estrangeiro do clube e participou de 18 jogos entre abril e outubro de 1937. Não rendeu e acabou passando por outras equipes brasileiras, como é o caso do Galícia da Bahia.
Timko disputou apenas duas partidas com a camisa rubro-negra, em maio de 1950. Foram duas vitórias, diante de Sport Club Juiz de Fora (MG) e Motorista (RJ).
Como Rossi pode se espelhar para fazer história no Flamengo
Rossi ainda não conseguiu mostrar a que veio no pouco tempo de cancha que teve em 2023. Claro que o “mole” na final da Copa do Brasil, quando uma saída esquisita do gol ocasionou no tento que deu o título ao São Paulo, ainda é lembrado pelos rubro-negros, mas a performance do argentino ao longo dos 16 jogos, especialmente depois da chegada de Tite, foi para animar. Ele salvou o Flamengo em diversas oportunidades e terminou o ano como titular absoluto.

Agora, com a pesada camisa 1 do Flamengo, que já foi lar de Raúl Plassmann, Júlio César, Gilmar e outros gigantes da posição, chegou a hora de dar o próximo passo. Mais solto dentro do clube, Rossi pode exercer a liderança que o consagrou no Boca Juniors, clube onde viveu sua melhor fase como jogador profissional. Ele chegou a ser eleito o melhor do Campeonato Argentino.



