Brasil

Projeto de novo estádio do Flamengo começa a ganhar forma nos bastidores

Diretoria rubro-negra quer estacionamento no local, além de diversos outros pontos que precisam ser acertados com a Prefeitura do Rio

O Flamengo se movimenta bastante nos bastidores para tentar aparar todas as arestas da complicada negociação de compra do terreno do Gasômetro, que servirá para o projeto do novo estádio. A Caixa Econômica Federal faz jogo duro nos valores, mas o apoio da Prefeitura do Rio tem sido fundamental para o Rubro-Negro. E o clube já sonha com os moldes.

O investimento, que seria apenas para a construção do estádio, agora prevê a chegada de um estacionamento para o local. Serão mais de 100 mil metros quadrados de área. A informação foi publicada primeiro pelo ge e confirmada pela Trivela.

Como vai ficar o novo projeto?

  • O Flamengo quer investir em dois terrenos: um de 84 mil metros quadrados para a construção do estádio e outro de 17 mil metros quadrados, visando o estacionamento;
  • Os dois sonhos pertencem ao fundo de investimento da Caixa Econômica Federal;
  • Um laudo da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (FIPE) avaliou o terreno de 87 mil metros quadrados em R$ 240,5 milhões, mas a Caixa quer receber R$ 400 milhões;
  • As negociações devem se arrastar pelos próximos meses, mesmo que Eduardo Paes, prefeito do Rio, desaproprie o terreno do Gasômetro.
A imagem é ilustrativa, uma suposição do projeto do Flamengo para seu estádio (Foto: Prefeitura do Rio)

Vai cumprir a promessa?

As reuniões ao longo dos últimos dias prepararam um cenário de decisão para a sexta-feira (31), data que a Caixa tomou como limite para a apresentação de valores. Landim e companhia estão em missões fora do Brasil, ou seja, a resposta deve demorar, mas a grande questão é entender quanto o banco estatal deseja para liberar o terreno e quais soluções são possíveis.

A Prefeitura do Rio, como mencionado, atua junto ao Flamengo para evitar atritos com a Caixa. A desapropriação, prevista na Constituição, já foi citada por Eduardo Paes, caso a Caixa Econômica Federal não apresente o preço real do terreno, sem contar a Cepac (Cerificado de Potencial Adicional de Construção), que pode ser paga em outro momento.

O potencial construtivo da Gávea, sede social do Flamengo, também tem sido levado em conta nas negociações. A Prefeitura utiliza o trunfo para viabilizar a construção. A Trivela apurou, em outro momento, que o Rubro-Negro quer o estádio pronto até o fim de 2026.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.
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