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Martin Anselmi: O que esperar do novo técnico e como o Botafogo pode jogar?

Após trabalho no Porto, treinador argentino foi anunciado pelo Glorioso para substituir Davide Ancelotti em 2026

Após a saída de Davide Ancelotti na última semana, o Botafogo não perdeu tempo e já anunciou seu novo treinador para a próxima temporada: Martín Anselmi. Ex-Porto, o argentino assinou um contrato até o final de 2027 e é aguardado com grandes expectativas pelo Glorioso.

Mesmo tão jovem (40 anos), Anselmi já tem um currículo marcado por títulos no Independiente del Valle, incluindo a Copa Sul-Americana (2022), na final contra o São Paulo, e a Recopa Sul-Americana (2023), essa última conquistada sobre o Flamengo, nos pênaltis, no Maracanã.

Também com passagens por Unión La Callera e Cruz Azul, o técnico argentino assumirá seu quinto clube na carreira. E a Trivela preparou uma análise para explicar o que a torcida alvinegra pode esperar de Martín Anselmi, assim como sua filosofia de jogo.

As ideias de Anselmi

Botafogo de Anselmi deve jogar no 3-4-3 (Foto: Share My Tactics/Trivela)
Botafogo de Anselmi deve jogar no 3-4-3 (Foto: Share My Tactics/Trivela)

Desde que assumiu a SAF do Botafogo, John Textor tem prezado pelo jogo ofensivo. O treinador se encaixa no perfil desejado pela gestão alvinegra, cujo esquema tático preferido utiliza três zagueiros — seja 3-4-3, ou 3-4-2-1, mas sem perder a intensidade e com vasto repertório vertical.

Quando tem a posse, o time do argentino costuma povoar o último terço com vários jogadores. Para se aproximar da grande área, Anselmi valoriza toques curtos e pelo chão, rodando a bola pelo tempo necessário até encontrar os espaços para avançar.

A ideia é tentar atrair os defensores rivais a darem o bote para desestabilizar suas linhas, o que gera abertura nas costas. Caso o adversário permaneça em bloco baixo, o técnico argentino incentiva as subidas pelas pontas para buscar o cruzamento. O segredo por trás do sistema de Martín Anselmi passa pelo meio-campo, que é crucial para manter o controle das partidas.

Já em fase defensiva, o treinador argentino demanda pressão pós-perda para sufocar a saída de bola do rival. Entretanto, quando não consegue retomar a posse rapidamente, a equipe de Anselmi procura se recompor para não sofrer com os contra-ataques.

É aí que mora o maior problema do técnico. Devido à subida de muitos atletas, perder a bola durante o ataque pode significar uma chance clara de gol para o adversário caso o time do argentino não consiga voltar a tempo para equilibrar os confrontos.

Em situação de defesa, os alas fecham a primeira linha, formando um 5-4-1 ou 5-3-2. Outro ponto que merece atenção no Glorioso é que as bolas paradas podem ser um ponto fraco caso Martín Anselmi não consiga encaixar sua marcação zonal.

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Botafogo tem pressa para iniciar bem em 2026

A chegada do treinador argentino ao Brasil na primeira semana de janeiro demandará uma adaptação relâmpago. Além do tradicional Campeonato Carioca, o Brasileirão começa antes de fevereiro, cujo mês também reserva os primeiros confrontos das eliminatórias para a fase de grupos da Copa Libertadores.

Treino do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)
Treino do Botafogo (Foto: Vítor Silva/Botafogo)

Portanto, o planejamento de Anselmi no Botafogo passa por garantir bons resultados no estadual e nas primeiras rodadas do campeonato nacional, mas, sobretudo, passar pelo Nacional de Potosí, na segunda fase do torneio continental.

Além disso, o departamento de futebol alvinegro está atento ao mercado para reforçar o elenco do técnico. A prioridade é fechar contratações para o sistema defensivo, principalmente o miolo de zaga.

Ainda sem negócios fechados, essa deve ser a provável escalação do Glorioso para 2026: Neto; Alexander Barboza, Bastos, Marçal; Vitinho, Marlon Freitas, Danilo, Alex Telles; Álvaro Montoro, Jefferson Savarino e Arthur Cabral.

Com o argentino no comando, o torcedor espera que a próxima temporada traga estabilidade — dentro e fora de campo.

Foto de Matheus Cristianini

Matheus CristianiniRedator

Jornalista formado pela Unesp, com passagens por Antenados no Futebol, Bolavip Brasil, Minha Torcida e Esportelândia. Na Trivela, é redator de futebol nacional e internacional.

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