Brasil

Mapa apresenta casos de violência no futebol do Rio de Janeiro; confira os detalhes

Estudo feito pelo Observatório Social do Futebol apontou o Rio de Janeiro como o estado com mais casos de violência no futebol em 2023

O clássico entre Flamengo e Fluminense, na última quinta-feira (17), foi, mais uma vez, plano de fundo para uma briga entre torcidas nos arredores do Maracanã. A confusão, que deixou feridos e pessoas desacordadas pelas ruas, cresce a estatística que mostra que o Rio de Janeiro é o estado com mais ocorrências de violências ligadas ao futebol no Brasil.

Um estudo divulgado nesta semana ajudou a quantificar e mapear os casos de violências ligadas ao futebol que aconteceram no Rio de Janeiro durante o ano de 2023, quando o estado foi palco de quase 30% das ocorrências registradas pelo país.

 

Os números foram levantados pelo Observatório Social do Futebol, projeto de extensão do Laboratório de Estudos em Mídia e Esporte (LEME), da Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ). Em novembro, o grupo, dos pesquisadores Nicolás Cabrera, Raquel Sousa e João Vitor Sudário, lançará o relatório “Violências no futebol brasileiro”.

No entanto, por enquanto, o Observatório já apresentou os dados do Rio de Janeiro e montou o “Mapa das Violências no Futebol do Rio de Janeiro”, que ajuda a compreender este fenômeno da violência no futebol do Rio.

Foram analisados casos de violências físicas registrados pela imprensa nacional durante o ano de 2023. No total, foram coletados 138 ocorrências no último ano, sendo 38 no Rio de Janeiro. Ou seja, 27,5% do total.

 

Por que o Rio de Janeiro é o estado com mais casos?

Em texto divulgado no lançamento do mapa, o Observatório Social do Futebol apresenta alguns pontos que ajudam a entender porque o Rio de Janeiro é o estado com mais casos registrados de violência ligada ao futebol em 2023.

  • Quantidade significativa de jogos de campeonatos regionais, nacionais e internacionais;
  • Altos indicadores de violência nos clássicos cariocas e regionais;
  • Forças de segurança (públicas e privadas) com perfil repressivo;
  • Sobrerrepresentação do sudeste em geral e do Rio de Janeiro em particular nas coberturas midiáticas;

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O que é possível ver no Mapa das Violências do Futebol no Rio

Além de mostrar a posição geográfica dos casos de violência no Rio de Janeiro, o Mapa das Violências do Futebol do Rio de Janeiro também apresente os detalhes das ocorrências e seus desdobramentos, com base em informações da imprensa.

É possível saber se as ocorrências foram letais ou não letais, além de conhecer os atores envolvidos no caso: conflitos entre torcidas de clubes diferentes, conflitos envolvendo forças de segurança e conflitos de outras naturezas.

Mapa apresenta casos de violência no futebol do Rio em 2023 (Foto: Reprodução)
Mapa apresenta casos de violência no futebol do Rio em 2023 (Foto: Reprodução)

Brigas se concentram longe dos estádios

Dos 38 casos registrados no Rio de Janeiro, 24 deles foram na zona norte da capital carioca, região que abriga os três principais estádios da cidade. Também foram registrados casos na zona sul do Rio de Janeiro, na Baixada Fluminense e em São Gonçalo, na região metropolitana.

No entanto, do total de casos, 30 deles aconteceram longe de estádios de futebol, fato que comprova que a tendência é que confusões aconteçam em locais afastados das partidas.

— Conseguimos perceber com o relatório alguns pontos, que também podem ser percebidos no Mapa, como o das violências ocorrerem longe dos estádios, mais de cinco quilômetros dos estádios. E essas costumam ser as violências entre torcedores. Já as ocorrências entre torcedores e forças de segurança a gente percebe um movimento inverso, elas ocorrem próximas ou dentro do estádio. É uma tendência que também percebemos nacionalmente — disse a pesquisadora Raquel Sousa à Trivela, citando o relatório que será lançado em novembro.

Além disso, dos 38 casos registrados, sete foram letais. Destes óbitos, dois foram casos de brigas entre torcedores de clubes diferentes e um por um policial de folga. Os outros quatro casos ainda estão sob investigação.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.

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