Zagueiro do Athletico é alvo de ofensas racistas em clássico contra o Coritiba
Episódio aconteceu no clássico entre Coritiba e Athletico-PR no Couto Pereira
Coritiba e Athletico-PR empataram por 0 a 0 o primeiro clássico do ano, no Couto Pereira, em Curitiba, pela quinta rodada do Campeonato Paranaense. Em um jogo de muita chuva, confusão, lances ruins e pouquíssimo futebol, o clima de rivalidade tomou o gramado.
Foram sete cartões amarelos, duas expulsões, gramado encharcado por conta das chuvas, confusão depois do apito, e um jogo que não foi lá dos melhores quando o assunto é a parte técnica. Mas, no fim do dia, tudo isso vai ficar em segundo plano.
O zagueiro Léo, um dos expulsos do jogo, foi vítima de racismo enquanto deixava o campo, ainda no primeiro tempo. Recém-chegado ao Furacão, Léo levou o seu segundo cartão amarelo antes dos 30 minutos de jogo.
Enquanto deixava o gramado, em um vídeo feito da área da torcida do Coritiba e divulgado nas redes sociais, é possível ouvir a voz de um torcedor xingando o zagueiro de macaco.

“Macaco não se cria no Couto Pereira”, grita racista contra Léo
Léo foi expulso ainda no primeiro tempo, antes dos 30 minutos de jogo. Levou o segundo cartão amarelo, após disputa com Lucas Ronier, e deixou o campo mais cedo.
Enquanto saia, foi gravado por um torcedor do Coritiba, que achou de bom-tom xingar de forma racista o zagueiro rival.
— Macaco não se cria no Couto Pereira. Vai embora Léo Pelé, seu macaco, seu preto. Macaco do c… Vai embora, aqui não. Seu macaco, aqui não. Olha pra cá, seu macaco. Seu filho da p… — disse o torcedor.
Nas imagens divulgadas nas redes sociais, porém, não é possível ver o rosto do homem que praticou os atos racistas. Segundo o UmDois Esportes, a reportagem entrou em contato com a Demafe (Delegacia Móvel de Atendimento a Futebol e Eventos), da Polícia Civil, mas ainda não obteve resposta sobre o assunto.
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Pancadaria ao fim do jogo foi a cereja do bolo do Coritiba x Athletico
O primeiro Atletiba de 2025 poderia ter sido diferente em muitos aspectos, mas parece que torcedores e jogadores optaram por fazer da pior maneira possível.
Não bastasse o jogo tecnicamente ruim e o caso de racismo, a “cereja do bolo” no desastre foi a confusão que tomou conta do gramado depois do apito final.
Entre os principais envolvidos na confusão estavam o colombiano Sebastián Gómez, o atacante Júnior Brumado e meia Matheus Bianqui, pelo Coritiba, e o goleiro Mycael, o lateral Fernando e o meia Felipinho, pelo Athletico.
Ao todo, a confusão generalizada durou cerca de cinco minutos, até que Athletico partiu para o vestiário e encerrou a confusão.



