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Alonso explica número inusitado no Atlético-MG; relembre outros casos de defensores

A camisa 8 de Junior Alonso no Atlético não é nada tradicional para a posição, mas vários outros defensores já fizeram algo parecido

Apresentado pelo Atlético-MG nesta segunda-feira (15), o zagueiro Junior Alonso explicou a escolha pelo nada tradicional número 8 para a posição em que atua. O jogador também comentou sobre ser o zagueiro que Milito pediu ao Galo.

Alonso chega ao Atlético para sua terceira passagem no clube. Na primeira (20/21), fez história como capitão do mágico time de 2021. Na segunda, em 22, não foi tão bem. Em ambas, ele foi o camisa 3 do Galo, mas agora, com ela usada por Bruno Fuchs, optou pelo 8, e explicou o motivo.

O número é o que estava disponível, e marca um pouco da versatilidade. Posso jogar de zagueiro, lateral, na linha de três… mas não tem nada de muito especial — Junior Alonso

O Atlético já tem Gustavo Scarpa, que é meia ofensivo, utilizando a camisa 6, costumeiramente de um defensor. Na “lógica” do futebol, se eles trocassem de números faria mais sentido, mas não é nada que faça uma grande diferença no campo.

Único pedido de Milito

Um zagueiro como Alonso, canhoto e com boa saída de jogo, foi a única exigência de Milito quando se acertou com o Atlético. Victor Bagy, diretor de futebol, revelou que recebeu, semanas depois, uma mensagem do paraguaio dizendo que queria voltar ao Brasil, especificamente ao Galo.

Alonso não deixou de acompanhar o Atlético nem mesmo com seis horas de diferença no fuso, e sempre se manifestou nas redes sociais em apoio ao clube. Agora com Milito, ele espera reviver as grandes atuações de 2020 e de 2021 pelo clube.

— Conhecia o trabalho dele no Argentinos Juniors. Sei da intensidade que ele gosta, pensando sempre no ataque, tentando ter a posse de bola. Conversamos sobre isso e ele está me transmitindo a ideia dele, de como gostar de jogo. Gosto do sistema, de ter a posse de bola e ser protagonista, dos zagueiros terem a bola e fazer parte do ataque — afirmou Alonso.

O paraguaio já está disponível e pronto para jogar nesta terça-feira (16), quando o Atlético visita o Juventude no Mané Garrincha, pelo Campeonato Brasileiro.

Outros defensores com números inusitados

Talvez o caso mais famosos de um defensor com um número bem diferente do que estamos acostumados seja de William Gallas, zagueiro francês que, ao trocar o Chelsea pelo Arsenal em 2006, passou simplesmente a camisa 10 dos Gunners. E olha que ele tinha o número 3 à disposição.

A explicação de Gallas carrega algumas questões. Primeiro que dia 10 é o dia do aniversário da filha dele, além de ter sido um número que usou antes de ser profissional, quando era meia. Além disso, o número lendário tinha ficado vago com a aposentadoria de Dennis Bergkamp, ídolo dos Gunners, e o defensor francês entendia que era melhor ele usar o número do que um jovem, que certamente sentiria a pressão e seria cobrado, algo que não aconteceu com ele.

Zagueiro Gallas, camisa 10 do Arsenal
Gallas com a 10 do Arsenal, que usou de 2006 a 2010 (Icon Sport)

Ainda na Inglaterra, outros dois casos chamam atenção. O zagueiro Khalid Boulahrouz, também em 2006, utilizou a camisa 9 do Chelsea. Já o lateral Glen Johnson escolheu o número 8, assim como Alonso, na sua chegada ao Stoke City, em 2015.

Entre os defensores com números diferentes, o 11 é o que parece mais comum. O histórico Sinisa Mihajlović, utilizou a numeração por anos e anos na sua carreira, seja por Sampdoria, Lazio, Inter Milão e seleção da Iugoslávia. Ele foi meia e lateral-esquerdo por um tempo, mas se destacou mais como um excelente zagueiro, e mesmo assim seguiu com o 11 nas costas.

Camisas de Sinisa Mihajlović por Iugoslávia, Lazio e Estrela Vermelha
Mihajlović faleceu de câncer em 2022, e nas homenagens a ele, a camisa 11 estava lá (Icon Sport)

Além dele, é fácil lembrar do lateral sérvio, Kolarov, utilizando a numeração em Manchester City, Roma e Inter de Milão, além da seleção nacional. A Roma, inclusive, que já teve outro jogador da posição com a numeração, o capitão Amedeo Carboni na temporada 96/97.

Marquinhos, o 10 da Libertadores do Corinthians

No Brasil, o caso mais famoso e recente é do zagueiro Marquinhos, hoje do PSG e da Seleção Brasileira. Quando surgiu no Corinthians, em 2012, ele foi o camisa 10 do time campeão da Libertadores daquele ano.

Apesar do número estranho para um zagueiro, não foi, necessariamente, uma escolha. Pelo regulamento da Libertadores, jogadores não podem trocar de número, só se um entrar na lista e outro sair. Assim, Marquinhos acabou com a 10, já que foi inscrito no lugar de Adriano Imperador, que era o dono do número na competição.

Foto de Alecsander Heinrick

Alecsander HeinrickSetorista

Jornalista pela PUC-MG, passou por Esporte News Mundo e Hoje em Dia, antes de chegar a Trivela. Cobriu Copa do Mundo e está na cobertura do Atlético-MG desde 2020.

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