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Deitados, jogadores do Operário protestam contra a “morte do futebol brasileiro”

A situação profissional no futebol brasileiro não é das melhores nem mesmo nos clubes da primeira divisão. Os problemas enfrentados pelo Botafogo, com atrasos de salário, é o principal exemplo na atualidade. No entanto, o buraco é muito profundo no futebol que vai além da Série A. E um caso que foi ao limite aconteceu nesta sexta-feira, pela quarta divisão. Os jogadores do Grêmio Barueri se recusaram a entrar em campo para enfrentar o Operário de Várzea Grande, por conta dos salários não recebidos.

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As ameaças do time de Barueri já tinham sido feitas durante a semana, embora o grupo tenha treinado normalmente. O elenco não recebe os salários há dois meses e os direitos de imagem há quatro. Sem acordo com a diretoria, que queria pagar apenas uma parte da dívida na tarde desta sexta, ao invés de todo o montante em dinheiro como os jogadores queriam, eles preferiram perder o duelo por W. O. – ampliando a sequência negativa na Série D para cinco derrotas. Porém, também contaram com a solidariedade dos adversários.

Ao apito inicial, os jogadores do Operário estavam deitados em campo. Foi a maneira que encontraram para simbolizar a morte do futebol brasileiro, um protesto que vem na esteira dos vários feitos pelo Bom Senso Futebol Clube na última edição do Brasileirão.

Que a situação trabalhista do jogador de futebol é péssima, não é nenhuma novidade. No entanto, é protestando como o Grêmio Barueri ou se unindo para brigar pelos direitos que as expectativas de melhora começam a surgir. A cena vista na Arena Barueri, ao menos, serve para enfatizar esse movimento.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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