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Grêmio venceu o Galo porque teve Douglas, o homem certo para o jogo certo

O Atlético Mineiro é um time poderoso. Forte, intenso, se alimenta do canto da torcida para ganhar ainda mais impulso diante do adversário. É uma equipe que não tem medo de atacar, e aí está um ponto que o adversário pode explorar. Roger, técnico do Grêmio, sabia disso. E teve o homem certo para conduzir o tricolor gaúcho a uma enorme vitória por 2 a 0 no Mineirão.

Marcelo Grohe teve uma grande atuação no gol, ajudou a segurar o ataque atleticano. Mas o jogador que fez a diferença foi Douglas. Ele já foi criticado por ser lento, por sumir em muitos jogos, mas ele tinha as características necessárias para o plano de jogo gremista.

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Era óbvio que a iniciativa do jogo seria dos mineiros. Mas isso poderia indicar um caminho. Contra o São Paulo, o Galo atacou sem pudor, mas deixou espaços para o contra-ataque. Os paulistas não souberam aproveitar, por falhas na finalização e por muitas vezes entrar na pilha atleticana, acelerar demais o jogo e tomar algumas decisões erradas. A missão gaúcha era não cometer o mesmo erro.

Foi aí que Douglas apareceu. O meia sabe segurar a bola, pensar por dois segundos e fazer um passe em profundidade. Era exatamente isso o que o Grêmio precisava para explorar o espaço alvinegro.

Veja o primeiro gol. Troca de passes linda na saída de bola, até que ela vai para os pés de Douglas. Ele avança um pouco e espera Giuliano ficar na linha da defesa para fazer o lançamento. No final, o camisa 10 ainda apareceu para abrir o marcador.

No segundo tempo, a receita se repetiu. Douglas escolheu o momento certo para lançar Giuliano, que avançou sem marcação até rolar para Luan completar.

O resultado disso foi um 2 a 0 justo, pois premiou o time que soube executar seu plano de jogo. E que provou que, algumas vezes, um jogador com fama de lento pode ser fundamental para um time jogar rápido. Afinal, não adianta só correr se não tiver ninguém para pensar.

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Ubiratan Leal

Ubiratan Leal formou-se em jornalismo na PUC-SP. Está na Trivela desde 2005, passando por reportagem e edição em site e revista, pelas colunas de América Latina, Espanha, Brasil e Inglaterra. Atualmente, comenta futebol e beisebol na ESPN e é comandante-em-chefe do site Balipodo.com.br. Cria teorias complexas para tudo (até como ajeitar a feijoada no prato) é mais que lazer, é quase obsessão. Azar dos outros, que precisam aguentar e, agora, dos leitores da Trivela, que terão de lê-las.

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