Brasil

Gramado do Maracanã é criticado por Diniz e preocupa Fluminense por final da Recopa

Problema crônico do gramado do Maracanã pode ser fator na final da Recopa entre Fluminense x LDU

O ano mal começou e o Fluminense já tem uma decisão pela frente. O Tricolor enfrenta a LDU pela final da Recopa Sul-Americana em 22 e 29 de fevereiro, e além do adversário, tem uma preocupação a mais: o gramado do Maracanã.

Mesmo que tenha ficado fechado para jogos desde dezembro até fevereiro, o estádio apresenta os velhos problemas de sempre. A dificuldade da dupla Fla-Flu em manter um bom campo contrasta com as críticas do presidente Mário Bittencourt aos gramados sintéticos.

Fato é que o Maracanã, com um gramado aquém do esperado, pode ser um problema. Ainda mais para um Tricolor que gosta da posse de bola, trabalha muitos passes e provavelmente jogará atacando o algoz da Libertadores de 2008 e da Copa Sul-Americana em 2009.

— Está muito ruim por se tratar de um gramado de um dos maiores estádios do mundo. Paramos para recuperar o gramado. Ele foi usado para outros fins. O gramado está muito ruim daquilo que era para estar — declarou Fernando Diniz.

Shows em dezembro prejudicaram gramado do Maracanã

Mesmo sem jogos, o Maracanã foi bastante utilizado em dezembro. Mais de 100 mil pessoas estiveram no estádio em 16 e 20 de dezembro, quando o estádio foi palco de dois shows.

O primeiro a se apresentar foi Paul McCartney, ex-integrante dos Beatles. O veterano do rock levou mais de 50 mil pessoas ao Maracanã para seu espetáculo. Quatro dias mais tarde, chegou a vez de uma estrela nacional: Ivete Sangalo. A Rainha do Axé fez um show para mais de 40 mil pessoas no Maracanã em 20 de dezembro.

Em ambos os eventos, o gramado foi utilizado para presença e circulação de pessoas, além da instalação temporária de um palco. De lá para cá, o campo teve pouco mais de 30 dias de descanso. A maior parte da grama melhorou bastante, mas o setor norte segue problemático.

Fluminense enfrenta altitude novamente na Recopa

A LDU não é algoz do Fluminense à toa. Por atuar em um estádio a 2800 metros acima do nível do mar, os equatorianos têm a altitude como fator ao seu lado. Habituados à condição, costumam se prevalecer em casa.

Mais um motivo para que o Tricolor precise de um gramado ainda melhor no Maracanã. Mas será difícil. Se o cronograma seguir, o estádio será palco de mais quatro jogos até o confronto pelo jogo da volta da Recopa, em 29 de fevereiro, em apenas vinte dias.

O Fluminense jogará duas vezes: justamente seus maiores clássicos, contra o Vasco (quinta, 14/02) e o Flamengo (domingo, 25/02).

Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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