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Diniz mexe mal, Fluminense tem atuação ruim e vê Flamengo vencer clássico no Carioca

Com time misto, Fluminense faz péssimo segundo tempo após mexidas de Fernando Diniz, perde o Fla-Flu e a invencibilidade no Carioca antes de jogo de volta da Recopa Sul-Americana

O Fluminense teve atuação ruim, foi dominado pelo Flamengo e acabou derrotado no clássico por 2 a 0, gols de Pedro e Éverton Cebolinha pelo Campeonato Carioca. Com time misto, o Tricolor fez um péssimo segundo tempo depois de mexidas ruins do técnico Fernando Diniz, que bagunçou a equipe, perdeu sua invencibilidade e viu o rival abrir vantagem na Taça Guanabara.

A primeira derrota do Flu no Carioca foi a segunda seguida da equipe, que sofreu revés para a LDU no jogo de ida da Recopa Sul-Americana, em Quito, no Equador. No Estadual, o Tricolor ficou na segunda colocação com 21 pontos, três atrás do Rubro-Negro, que é o líder.

As atenções agora estão voltadas para a Recopa Sul-Americana, que será decidida na quinta (29), às 21h30 (de Brasília) no Maracanã. O Fluminense precisa vencer por dois gols para ser campeão no tempo normal. Vitória simples leva a decisão para a prorrogação e qualquer outro resultado dá o título aos equatorianos.

Fluminense começa melhor que outros jogos, mas agride pouco

O Fluminense começou o clássico contra o Flamengo em um ritmo mais acelerado que nas últimas partidas, o que foi um bom sinal. Com e sem bola, o Tricolor estava mais ligado e sem tantos erros.

A primeira chance da partida foi do Flu. Em cobrança de falta sofrida por André, aos 16, Arias bateu por cima da barreira e obrigou Rossi a fazer grande defesa.

Parecia um prenúncio de coisa boa.

Na cobrança do escanteio, a equipe de Fernando Diniz acertou jogada ensaiada para Douglas Costa, que colocou na cabeça de Thiago Santos. O zagueiro cabeceou alto e encobriu Rossi. Pulgar tentou tirar mas a bola já cruzara a linha e balançara as redes. A comemoração, entretanto, durou poucos segundos: o zagueiro estava impedido e o gol foi bem anulado pelo árbitro de vídeo (VAR).

O problema é que parou aí: se corrigiu a lentidão do início, o Fluminense continuou pouco agressivo.

Calor atrapalha, e Fluminense cozinha jogo

O forte calor no Maracanã fez o jogo rolar em ritmo lento. Do outro lado, o Flamengo tentava ser mais direto em jogadas para Luiz Araújo e Cebolinha, usando Pedro como um pivô e isca para a marcação. Também sem sucesso.

Com a bola, embora tivesse mais posse, o Fluminense pouco agredia. Douglas Costa flutuava por todo o campo e Renato Augusto recuava para abrir espaços e organizar o time. Mas era pouco. Cano mal participou do jogo, e Arias era o melhor do Flu quando acionado.

No fim, aos 43, um erro repetido: Thiago Santos recuou com pouco espaço para Fábio, pressionado por Pedro, mas o goleiro sofreu falta. O zagueiro repetidas vezes força passes sem espaço e explicação para o camisa 1, pressionado. Até agora, o pior não aconteceu.

Diniz mexe, bagunça Fluminense e Flamengo abre placar

Embora a atuação do Fluminense não tenha sido ruim no primeiro tempo, Fernando Diniz resolveu fazer mudanças por atacado na equipe. O time, que já era misto, ficou ainda mais mexido, e acabou bagunçado.

Foram três subsituições: saíram Thiago Santos, Marlon e Guga, entraram Antônio Carlos, Alexsander e Lima. Com isso, Alexsander, canhoto, começou o segundo tempo na lateral-direita, e André foi recuado para a zaga, ao lado de Antônio Carlos.

Não funcionou.

O Flamengo atacou pela esquerda e abriu o placar aos sete minutos em um erro coletivo do Fluminense. Desde a saída de jogo do Rubro-Negro, no campo de defesa, o Tricolor deu todo espaço do mundo.

A bola rodou por todo o campo até chegar em Arrascaeta, no meio-campo, perseguido por Antônio Carlos longe da área. Sem o zagueiro na direita, o espaço abriu e a jogada chegou até Ayrton Lucas, que protegeu de Alexsander, torto na posição, e o lateral chutou forte, cruzado, para Pedro. O camisa 9, sozinho, só completou para as redes e fez valer a Lei do Ex no Maracanã.

Fluminense tem atuação constrangedora, e Flamengo aumenta

Embora tenha grandes jogadores, o Flamengo está longe de ser um time espetacular. Ainda em formação com Tite e novos reforços que chegaram em 2024, o Rubro-Negro vem fazendo bons jogos. E aposta em receitas simples: marcação forte e jogo muito vertical.

O Fla conta com Pedro em grande fase técnica. Estranhamente vaiado por sua torcida, o camisa 9, entre os zagueiros, funcionou como pivô, armador e isca. Puxava a marcação dos defensores para fora da área e bagunçava a defesa.

Em uma jogada dessas, ele recebeu depois de De La Cruz vencer a pressão no meio, aos 29, recebeu de calcanhar de Arrascaeta e achou Cebolinha em outro calcanhar. O ponta-direita do Flamengo bateu com muita força e aproveitou falha de Fábio para aumentar.

A linda jogada do Fla foi possível também por um segundo tempo constrangedor do Fluminense. Bagunçado depois das mexidas infelizes de Diniz no intervalo, o time não conseguia criar nada, era presa fácil na marcação e não incomodou Rossi em nenhuma oportunidade. Um jogo terrível com bola e pior ainda sem ela.

Próximos jogos do Fluminense

  • Fluminense x LDU – Recopa Sul-Americana – quinta, 29 de fevereiro, 21h30 (de Brasília)
  • Fluminense x Botafogo – Campeonato Carioca – domingo, 3 de março – 16h (de Brasília)
Foto de Caio Blois

Caio Blois

Caio Blois nasceu no Rio de Janeiro (RJ) e se formou em Jornalismo na UFRJ em 2017. É pós-graduado em Comunicação e cursa mestrado em Gestão do Desporto na Universidade de Lisboa. Antes de escrever para Trivela, passou por O Globo, UOL, O Estado de S. Paulo, GE, ESPN Brasil e TNT Sports.
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