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Flu de Feira usa numeração da camisa para anunciar promoções em supermercado

Se você pensa que não há mais espaços para se explorar com patrocinadores em uma camisa de futebol, saiba que a mente dos publicitários consegue ir muito além de sua imaginação. A última “inovação” aconteceu no Campeonato Baiano. O Fluminense de Feira cedeu não apenas a frente da camisa para que seu patrocinador master, uma rede de supermercados, estampasse sua marca. Eles também negociaram os números. Acredite: aproveitaram a identificação dos jogadores para destacar as promoções nas prateleiras. A camisa 10 virou R$ 10,98, preço de uma pizza congelada.

A ação publicitária aconteceu no clássico contra o Bahia de Feira, no final de semana, e se repetiu nesta quarta, quando o Flu acabou goleado pelo Vitória por 6 a 0. Nos uniformes, anúncios de shampoo, creme de barbear e outros produtos. Nem mesmo o veterano Jorge Wagner, nome mais tarimbado do elenco, passou batido. “A gente depende do parceiro para bancar a estrutura. Não é uma coisa muito fácil ficar mudando a camisa todo jogo. A gente recebe os preços, revisa os números e envia para a indústria. Aí entregamos aos jogadores”, contou o diretor de marketing Xiko Melo, ao Bahia Notícias, em nota reproduzida pelo site oficial do clube.

Enquanto muitos torcem o nariz pela venda do espaço, o Flu pensa em sua sobrevivência. Com poucos patrocinadores, o clube de Feira de Santana resolveu negociar seus anunciantes por partida. Uma situação que não é o ideal para o planejamento, mas ao menos ajuda a tocar o barco. Os tricolores avançaram à etapa final do Campeonato Baiano, terminando a fase de classificação na terceira colocação, atrás apenas da dupla Ba-Vi. Além disso, o Touro também disputará a Série D em 2017.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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