Brasil

R$1 bilhão? Flamengo quer usar rivais para negociar naming rights recorde de novo estádio

Landim esteve em Londres para acompanhar a final da Champions e abriu negociações com a Allianz, velha conhecida do futebol brasileiro

O Flamengo nem adquiriu o terreno do Gasômetro para a construção do novo estádio, mas já fala em naming rights para o projeto. Rodolfo Landim, presidente do clube, esteve em contato com algumas empresas para angariar interessados e abriu conversas com a Allianz. A negociação, contudo, está em estágio inicial.

A informação foi publicada primeiro pelo O Globo e confirmada pela Trivela.

A proposta do Flamengo

  • Landim aproveitou a viagem à Londres para conversar com diretores da Allianz, antes da final da Champions League;
  • O roteiro do presidente é repetido, e ele está sempre acompanhado de outros membros da alta cúpula da diretoria do Flamengo;
  • A ideia inicial do Rubro-Negro é de receber R$ 1 bilhão pelo naming rights do estádio, em período válido por 25 anos;
  • O novo estádio do Flamengo se chamaria “Allianz Fla Arena”.
O presidente Rodolfo Landim, acompanhado de Gustavo Oliveira, Luiz Eduardo Baptista e Rodrigo Dunshee de Abranches, todos de cargos importantes no clube (Foto: Reprodução/Instagram)

Primeiro o Corinthians, agora o Palmeiras?

Falta muito para finalizar uma negociação complicada, que envolve altas cifras, mas as cartas do Flamengo já estão na mesa. O modus operandi repete o método de comparação com outros clubes brasileiros, que deu resultado em outros momentos. Resumindo, Landim sabe da força do Rubro-Negro como marca no mercado e utiliza isso ao seu favor.

Anteriormente, o Flamengo conseguiu aumentar os valores do seu patrocinador master com a PixBet graças ao Corinthians. O contrato do Timão com a Vai de Bet previa cifras superiores as do Rubro-Negro, e o clube agiu, apresentando propostas superiores de outros interessados. Isso praticamente obrigou o parceiro a aumentar o que seria pago anualmente. Funcionou para o Rubro-Negro.

Agora, a bola da vez é o Palmeiras, que também vendeu o naming rights do seu estádio para a Allianz, em 2013. A questão principal é que o Flamengo parece ter sonhado alto demais, já que a diferença entre os contrato é enorme: enquanto Landim pede R$ 1 bilhão por 25 anos (R$ 40 milhões por ano), a empresa alemã paga R$ 550 milhões ao Verdão por um período de 20 anos (R$ 27,5 milhões por ano). Diante dessa disparidade, as partes precisarão encontrar um denominador comum.

Caso consiga a cifra ventilada, que renderia ao Flamengo R$ 40 milhões por ano, o naming rights se tornaria um recorde no país.

Os maiores naming rights do Brasil

1. Mercado Livre Arena Pacaembu – R$ 33 milhões*
2. Allianz Parque – R$ 27,5 milhões
3. MorumBis – R$ 25 milhões
4. Neo Química Arena – R$ 20 milhões
5. Ligga Arena – R$ 13,3 milhões
6. Casa de Apostas Arena Fonte Nova – R$ 13 milhões
7. Arena MRV – R$ 7,2 milhões
8. Arena BRB Mané Garrincha – R$ 2,5 milhões

*No anúncio do acordo, as partes disseram que o contrato pode chegar a 30 anos e superar R$ 1 bilhão, no total. O valor anual de R$ 33 milhões sai desta divisão. O contrato, no entanto, tem cinco anos garantidos e pode ser renovado a cada cinco anos – até atingir o prazo máximo de 30 anos.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.
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