Brasil

Após pacotão de reforços, o que motiva o Flamengo a buscar mais três jogadores no mercado?

Com elenco já recheado, diretoria rubro-negra mira posições específicas e corre atrás de contratações pontuais

Mesmo após anunciar um pacote de reforços de peso, com nomes como Samuel Lino e Saúl, o Flamengo parece não ter se dado por satisfeito. Segundo o “ge”, o Rubro-Negro segue atento ao mercado de transferências e identificou três lacunas no elenco.

Devido aos desfalques recentes, ao cansaço dos jogadores por conta do calendário cheio e à saída iminente de alguns atletas, a diretoria flamenguista planeja viabilizar a chegada de mais contratações ainda nesta janela, que fica aberta até o dia 2 de setembro.

Um zagueiro, um goleiro e um atacante: essas são as posições que o Flamengo deseja reforçar.

Mas afinal, esses movimentos são mesmo necessários? Abaixo, a Trivela analisou caso a caso.

Contratar um zagueiro deve ser prioridade para o Flamengo

O miolo de zaga talvez seja a posição mais carente do atual plantel flamenguista. Não pela qualidade dos nomes que estão lá, já que, para muitos, Léo Ortiz e Léo Pereira formam a melhor dupla de zaga do futebol brasileiro. E Danilo, quando acionado, agrega ainda mais qualidade no setor.

O problema mesmo está no número escasso de opções confiáveis, que se limitam aos três citados acima. Nas oitavas de final da Copa do Brasil, diante do Atlético-MG, essa necessidade de buscar mais um defensor no mercado ficou evidente.

Diferente de outras posições, como meio-campo e ataque, Filipe Luís não teve a “chance” de poupar a dupla titular (Ortiz e Léo Pereira) nos dois jogos contra o Galo. Com Danilo no departamento médico (mais uma vez), os jovens João Victor e Cleiton eram as únicas alternativas para o setor, e o treinador decidiu não arriscar.

Léo Pereira e Léo Ortiz celebram gol do Flamengo
Léo Pereira e Léo Ortiz celebram gol do Flamengo (Foto: Imago)

O contrato de Cleiton se encerra no fim do ano, e sua saída do Flamengo é dada como certa. Os agentes do camisa 33 conversam com outros clubes e pensam, inclusive, em uma transferência antecipada nesta janela.

João Victor, por sua vez, é muito bem avaliado internamente, mas não para assumir uma posição de terceiro ou quarto zagueiro imediatamente no plantel principal. A comissão técnica prefere uma evolução gradual do garoto.

O clube da Gávea, então, busca um zagueiro canhoto. Caso Cleiton deixe o clube, Léo Pereira será o único do elenco que atua por esse lado da zaga.

Dito isso, a ideia é ter Léo Ortiz, Léo Pereira, Danilo e mais esse novo reforço à disposição de Filipe Luís para sequência da temporada.

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Saída de Matheus Cunha “obriga” olhar atento ao mercado de goleiros

Matheus Cunha deixará o Flamengo em breve. O goleiro de 24 anos tem vínculo com o time carioca até dezembro deste ano e já assinou pré-contrato para defender o Cruzeiro a partir de janeiro de 2026.

Assim como no miolo de zaga, o Rubro-Negro quer aumentar a concorrência no gol. A pressa para reforçar a baliza, no entanto, deve ser bem diferente. O clube terá tempo de sobra para analisar o mercado e escolher com cautela um novo arqueiro.

Apesar de algumas críticas recentes de parte da torcida, Agustín Rossi conta com total confiança de Filipe Luís e é o titular absoluto da meta flamenguista. Isso, porém, não afeta os planos da diretoria de buscar mais uma opção de qualidade para repor a iminente saída de Cunha. A conferir se a “sombra” do argentino será contratada neste segundo semestre de 2025 ou somente na próxima temporada.

Ainda não há informações sobre o perfil desejado, mas considerando o estilo de jogo de Filipe Luís, a tendência é que o Flamengo busque um goleiro com boa capacidade de jogar com os pés e que participe da construção das jogadas.

Rossi em ação pelo Flamengo
Rossi em ação pelo Flamengo (Foto: Imago)

Outro atacante? Seria mesmo necessário?

O Flamengo continua a busca por um atacante que complemente o estilo de jogo de Pedro. A comissão técnica solicitou à diretoria a contratação de um jogador com mais mobilidade. Nomes como Lucas Beltrán, da Fiorentina, e Taty Castellanos, da Lazio, foram considerados, entretanto, as tratativas com ambos os clubes italianos não avançaram, deixando tal lacuna em aberto.

A busca por um novo nome no mercado levanta o questionamento sobre a real necessidade de mais um atacante. Com a chegada de Samuel Lino, e a presença de outros nomes interessantes como Gonzalo Plata, Bruno Henrique, Cebolinha e Juninho, o time já possui um setor ofensivo robusto e versátil, capaz de atender a diversos estilos e propostas de jogo.

Não seria a busca por esse jogador “mais móvel” um desperdício de recursos neste momento, considerando que o elenco já oferece opções suficientes para suprir essa demanda tática e o orçamento apertado após as recentes contratações (Lino, Royal e Carrascal)?

Adicionar mais um nome de peso para o ataque pode acabar gerando um “inchaço” no setor e dificultando a gestão de grupo, especialmente na hora de dar/distribuir minutagem para todos.

Quem o Flamengo já contratou até o momento?

  • Jorginho — meio-campista ex-Arsenal
  • Samuel Lino — atacante ex-Atlético de Madrid
  • Saúl — meio-campista ex-Atlético de Madrid
  • Emerson Royal — lateral-direito ex-Milan
  • Jorge Carrascal — meio-campista ex-Dínamo de Moscou

Foto de Guilherme Calvano

Guilherme CalvanoRedator

Jornalista pela UNESA, nascido e criado no Rio de Janeiro. Cobriu o Flamengo no Coluna do Fla e o Chelsea no Blues of Stamford. Na Trivela, é redator e escreve sobre futebol brasileiro e internacional.

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