Brasil

Landim perde aliados, mas situação lidera 1ª pesquisa das eleições do Flamengo; veja os números

O pleito rubro-negro teve sua primeira boca de urna, que apresentou cenário acirrado entre os que disputam a presidência

A eleição do Flamengo já vinha agitando os bastidores e, nesta semana, ganhou a primeira boca de urna efetiva. Uma pesquisa encomendada por conselheiros reuniu 400 sócios proprietários e trouxe parâmetros, alguns pouco esperados, para a política da Gávea. O burburinho está só começando.

Pensando nisso, a Trivela conversou com pessoas envolvidas na eleição para entender as principais movimentações da guerra dos tronos.

Perda esperada de aliados não desanima Landim

Ao longo da última semana, a gestão Rodolfo Landim perdeu alguns nomes importantes por conta da eleição. Maurício Gomes de Mattos, vice-presidente de embaixadas e consulados, já tinha deixado o grupo para abrir a própria chapa à presidência. Outros quatro vices, contudo, devem completar a lista de ausências.

Rodrigo Tostes, da pasta financeira, saiu para apoiar Luiz Eduardo Baptista, o BAP. O nome é considerado forte nos bastidores, por participar de chapas vencedoras com Eduardo Bandeira de Mello. Marcelo Conti e Ricardo Campelo também deixaram seus respectivos cargos. Todos devem fazer parte do grupo Raiz Original, que deve funcionar como base para a campanha do presidente do Conselho de Administração.

Gomes de Mattos, por sua vez, deve ganhar o apoio de Adalberto Ribeiro da Silva Neto, vice de relações externas do Flamengo. Não há previsão de que outros dirigentes deixem a atual gestão.

A Trivela apurou que as saídas já faziam parte do planejamento de Landim, que apoia a candidatura de Rodrigo Dunshee de Abranches, vice geral e jurídico do Flamengo. O presidente nomeou Diogo Lemos para o seu gabinete e vai acumular como vice financeiro até o fim do seu mandato, que termina em dezembro. O mandatário ainda tem uma carta na manga: o apoio de Wallim Vasconcellos, figura fortíssima nos bastidores.

BAP se movimenta nos bastidores

Como mencionado, BAP já conta com o apoio de pelo menos 70 associados no grupo Raiz Original. Recém-formada, a conjuntura é encabeçada por membros do Conselho Deliberativo do Flamengo (CoDe) e Conselho de Administração (CoA).

Dessa forma, Luiz Eduardo Baptista já se coloca como o principal competidor de Dunshee de Abranches para presidência, com Gomes de Mattos correndo por fora. É importante destacar que BAP ainda não anunciou a candidatura de maneira oficial.

Luiz Eduardo Baptista, o BAP, já reúne grupo importante nos bastidores

Primeira pesquisa e surpresas

Os números foram encomendados pelo Instituto Mapear, entre 30 de junho e 7 de julho. A margem de erro é de cinco pontos percentuais para mais ou menos. A pesquisa ainda engloba os índices de rejeição entre as partes e, nesses moldes, Dunshee tem desvantagem com relação aos adversários.

  • Dunshee 25% de intenção de voto e 27% de rejeição
  • Bap 22% de intenção de voto e 18% de rejeição
  • MGM 18% de intenção de voto e 9% de rejeição

Tais projeções mostram uma eleição acirrada, embora a situação acredite que o momento seja mais confortável do que parece. BAP e Dunshee dividem a base aliada, e Maurício Gomes de Mattos, em algum momento, pode servir como uma terceira via, ainda mais pelo fato de que já foi vice-presidente e cultiva excelente relação com Bandeira de Mello, principal rival eleitoral de Landim. 

As chapas serão definidas oficialmente entre os dias 10 e 30 de setembro. O pleito acontecerá em dezembro, mas a data exata ainda não foi definida. Até lá, as peças desse tabuleiro de xadrez vão se movimentando.

Foto de Guilherme Xavier

Guilherme Xavier

Jornalista formado pela PUC-Rio. Da final da Libertadores a Série A2 do Carioca. Copa do Mundo e Olimpíada na bagagem. Passou por Coluna do Fla e Lance antes de chegar à Trivela, onde apura e escreve sobre o Flamengo desde 2023.
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