Brasil

Edu Gaspar aposta muito em Paolo Guerrero

Edu Gaspar, gerente de futebol do Corinthians, estava em Zurique, a caminho de Tóquio, quando falei com ele. A viagem tem a ver com a preparação do clube para a disputa do Mundial Interclubes, em dezembro. Enquanto se dirigia ao aeroporto, falou com o blog.

Como está a preparação para o Mundial?

Muito bem. A Fifa indica hoteis e campos de treinamento. Estou indo agora ao Japão para observar nossas instalações a acertar melhor o deslocamento interno do time.

E a torcida?

A procura tem sido muito grande. No site da Fifa mostra o número de ingressos adquiridos no Brasil e a expectativa é de muita gente lá. Mas também há os ingressos adquiridos no Japão e a grande maioria é de corintianos. Vou conversa com o cônsul brasileiro para ver o que pode ser feito a favor da nossa torcida.

O fato de o Corinthians estar fazendo um brasileiro morno não te preocupa?

Discordo de você. Estamos fazendo um bom campeonato.

Mas essa derrota para o Náutico..

Mas a gente estava há cinco jogos sem perder. O campeonato é difícil e estamos tentando fazer logo os 45 pontos necessários para afastar a possibilidade de ficar lutando contra o rebaixamento. Faltam seis pontos e depois vamos mudar um pouco a preparação.

Como assim?

Nosso preparador físico, o Fábio Mashderadjian poderá dar descanso a alguns jogadores. Descanso significa ficar um ou dois jogos fora para encontrar a melhor forma física. Vai ser possível o time na melhor forma física, mental, técnica e anímica para o Mundial. Vamos recuperar muito bem jogadores como Jorge Henrique e o Sheik.

A final será mesmo contra o Chelsea?

É uma grande possibilidade, mas nós respeitamos todos os times. Não queremos surpresas.

O Corinthians não sente falta de um matador como o Luís Fabiano e o Fred?

Aposto muito no Paolo Guerrero. É um grande goleador, que precisa um pouco mais de tempo para render seu melhor futebol. Quando um jogador vem de outro país, os companheiros precisam se adaptar a ele, conhecer seu estilo. E há o outro lado ainda. Ele precisa conhecer os companheiros, saber como o Paulinho leva a bola ao ataque, combinar com o Sheik se o cruzamento deve vir para trás ou em linha reta, para se posicionar melhor na área. Mas ele vai ser um sucesso.

E o Martinez?

É outro estilo, um jogador muito técnico e que dribla sempre para frente.

Esse mercado da América do Sul é bom?

É bom sim, o Brasil está forte economicamente e facilita para trazer jogadores. É bom para eles também, que podem receber mais do que em seus clubes. Precisa tomar cuidado porque só pode haver cinco estrangeiros e só três podem jogar. Então, pode ser contraproducente contratar cinco estrelas e duas delas terem de ficar fora do banco.

Foto de Anderson Santos

Anderson Santos

Membro do Na Bancada, professor da Unidade Educacional Santana do Ipanema da Universidade Federal de Alagoas (UFAL), doutorando em Comunicação na Universidade de Brasília (UnB) e autor do livro “Os direitos de transmissão do Campeonato Brasileiro de Futebol” (Appris, 2019).

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