Brasil

Diante do protesto dos árbitros, respondemos cinco perguntas que já passaram pela sua cabeça

Os árbitros levantaram a placa eletrônica com o número 05 antes de apitarem o início das partidas do Campeonato Brasileiro, na última quarta-feira. O valor refere-se aos 0,5% dos recursos dos direitos de transmissão seriam destinados à arbitragem, mas a presidente Dilma Rousseff vetou o artigo da Lei de Responsabilidade Fiscal. A classe ficou possessa, lembrando que o Sindicato dos Jogadores leva 5% desse valor, e ameaçam até entrar em greve. Esse protesto foi um primeiro passo.

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Diante de uma óbvia discussão que será iniciada a respeito da arbitragem, recuperamos uma série de reportagens realizadas ano passado sobre esse mundo ainda pouco conhecido do público do futebol brasileiro. Nela, tentamos responder cinco perguntas sobre os árbitros, sobre os manda-chuvas, a subjetividade, o sorteio, o replay e as novas orientações. Vale a pena dar uma olhada.

Bola na mão que não teve intenção, pênalti fora da área, bola que pingou dentro do gol e só o juiz não viu, gol em impedimento escandaloso. O futebol brasileiro foi pródigo em erros claros de arbitragem, e o tema acabou dominando muitos debates pós-rodada do Brasileirão. E com bons motivos, pois a arbitragem brasileira anda muito ruim, uma situação que ficou ainda mais escancarada depois de a própria Fifa informar que a CBF se confundiu nas orientações sobre toque com a mão. Os apitadores se sentiram tão expostos que ameaçaram greve.

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Uma paralisação seria exagerada, mas os árbitros têm alguma razão quando reclamam que viram para-raios de todas as reclamações. O problema é maior. A forma como a arbitragem é tratada pela cúpula do futebol, e como as entidades coordenam o trabalho dos juízes tem resultado direto no que vemos em campo.

Isso já passou pela cabeça de muito torcedor, que, na hora de xingar o juizão que prejudicou seu time, acabou se fazendo algumas perguntas mais profundas. E, em um exercício arrogante de tentar ler a sua mente, a Trivela tenta adivinhar algumas dessas questões que passaram pela sua cabeça para enriquecer um pouco esse debate.

Segunda: Quem são os caras que comandam a arbitragem no Brasil e na Fifa?

Fifa, confederações continentais, federações nacionais e estaduais. As comissões de arbitragem estão cheias de dirigentes escolhidos por critérios políticos, e muitas vezes o conhecimento técnico da arbitragem fica em segundo plano.

Terça: Por que as regras do futebol incentivam tanto a subjetividade do juiz?

Não seria mais fácil botar tudo no papel e tirar do árbitro o poder de definir a intenção do jogador que meteu a mão na bola? Não é bem assim. O futebol sempre terá alto grau de subjetividade, e isso está ligado com a própria origem do esporte.

Quarta: Como são passadas as orientações aos árbitros?

A Fifa define uma orientação para as marcações de toque de mão na bola, mas a CBF repassa errado aos árbitros. A comunicação torta entre os diversos agentes do futebol atrapalham as arbitragens, e isso tem a ver até com você, torcedor.

Quinta: Quais são os critérios dos sorteios de árbitros no futebol brasileiro?

A Lei Pelé obrigou as federações a sortearem os árbitros como forma de reduzir o risco de manipulação ou de subjetividade da comissão de arbitragem. Mas os resultados não são os esperados, até porque os critérios para o sorteio também são contestáveis.

Sexta: Com tantos erros, o replay será a solução? Como fazer isso?

É muito fácil pedir o uso de recurso eletrônico para reduzir os erros, mas ainda é preciso analisar as diversas questões que envolvem essa decisão. A gente mostra o tamanho do desafio.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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