Brasil

Dois jogos, dois ataques: Cruzeiro teve estratégias diferentes contra Vasco e Fluminense, entenda

Time celeste pouco assustou o Vasco no domingo (16), mas criou quatro grandes chances contra o Fluminense na quarta (19)

O Cruzeiro venceu o Fluminense nessa quarta-feira (19), por 2 a 0, no Mineirão, em partida válida pela décima rodada do Campeonato Brasileiro.

O lateral-direito William, com dois gols, um de pênalti e uma pintura, foi o grande nome do jogo.

A vitória aumenta a confiança no trabalho de Fernando Seabra, que vinha sendo questionado após dois jogos com atuações ruins, a vitória contra o Cuiabá e, especialmente, o empate contra o Vasco na última rodada do Brasileirão.

Mesmo com o Cruzmaltino vivendo fase terrível e sofrendo muitos gols, o Cruzeiro atacou pouco, cozinhou o jogo e adotou uma postura menos ofensiva.

Foram oito finalizações contra 14 do Vasco, com o time carioca tendo as melhores chances do jogo. Uma delas, oportunidade clara de gol, na qual Anderson salvou.

Porém, no jogo seguinte, o Cruzeiro mostrou que consegue fazer mais. A Raposa recebeu o Fluminense e teve uma postura totalmente diferente. Foram 17 finalizações, com quatro grandes chances.

O Tricolor Carioca, que assim como o Vasco passa por momento muito ruim, finalizou nove vezes, sendo uma delas uma oportunidade clara de gol.

Pensando nesta diferença de ímpeto ofensivo do time, a Trivela perguntou ao treinador Fernando Seabra porque o Cruzeiro atacou pouco contra o Vasco e muito contra o Fluminense.

Seabra explica a diferença na postura do Cruzeiro contra Vasco e Fluminense

O treinador Fernando Seabra, aniversariante da quarta (19), creditou a mudança radical no ímpeto ofensivo da Raposa num período tão curto de tempo em dois pontos: verticalidade e postura do adversário.

Cruzeiro buscou ser mais vertical

Fernando Seabra explicou que trabalhou para que o time fosse mais vertical ao recuperar a bola.

— Nossa forma de recuperar a bola é proporcionar transições ofensivas mais objetivas e mais verticais — afirmou Seabra.

Vasco correu menos riscos que o Fluminense

Fernando Seabra explicou ainda que a postura dos adversários acabou dando a tônica dos jogos. O Vasco buscou uma partida mais segura, até para superar o péssimo momento vivido, de incríveis oito gols sofridos em dois jogos.

— O Vasco correu pouco risco com um jogo curto associativo. Com um jogo muito longo, a gente poderia ter explorado algumas transições de segunda bola, mas é bastante diferente do Fluminense, que é uma equipe que concentra jogadores do lado do campo e que te permite quando recupera a bola ter um pouco de espaço pelo corredor central — começou o treinador do Cruzeiro.

Segundo ele, quando o Fluminense se atirou ao ataque, deixou ainda mais espaços nas costas, o que o Cruzeiro pôde aproveitar.

— Então vocês veem que aconteceram algumas transições quando a gente roubou a bola. No bloco alto a gente buscou o corredor central, e algumas, quando a gente roubou mais no final do jogo, como no lance do gol, estávamos num bloco baixo, o que permitiu roubar e sair de frente com muito espaço nas costas — explicou Seabra.

De acordo com o treinador, este não é um tipo de marcação com a qual o Cruzeiro costuma defender, mas que o fato de o Cruzeiro estar vencendo o jogo e o adversário buscando o resultado proporciona esse tipo de contra-ataque.

Ainda assim, Fernando Seabra reforçou que o Cruzeiro, normalmente, não inicia os jogos pensando em atuar dessa forma.

— Estamos tentando evoluir nesse sentido. Existe margem para evoluir mais. Mas em parte se trata da característica do confronto em função daquilo que o adversário nos proporciona. O Vasco proporcionou muito pouco nesse sentido pela forma com que atacou a gente — finalizou.

Foto de Maic Costa

Maic Costa

Maic Costa é mineiro, formado em Jornalismo na UFOP, em 2019. Passou por Estado de Minas, Superesportes, Esporte News Mundo, Food Service News e Mais Minas, antes de se tornar setorista do Cruzeiro na Trivela.
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