Brasileirão Série A

Um melancólico São Januário foi palco de protestos e brigas em Vasco x Cruzeiro

Em clima melancólico, em um São Januário com apenas 11 mil torcedores, Vasco e Cruzeiro ficaram apenas no 0 a 0, pelo Brasileiro

O torcedor do Vasco viveu um domingo melancólico em São Januário. Em crise no Campeonato Brasileiro, o Cruz-Maltino mais uma vez teve um São Januário com público abaixo da média dos últimos anos no frustrante empate em 0 a 0 com o Cruzeiro, pela nona rodada do Brasileirão.

A noite, marcada por protestos antes mesmo da bola rolar, ainda terminou com briga nas arquibancadas, xingamentos ao técnico Álvaro Pacheco, e com o Vasco ainda mais próximo da zona de rebaixamento da competição.

O clima melancólico em São Januário

Vindo de duas duras derrotas para Flamengo e Palmeiras, o Vasco recebeu apenas 10.988 pagantes em São Januário, com 11.275 torcedores presentes.

Foi o segundo pior público do clube no estádio na temporada, ficando atrás apenas do jogo contra o Vitória, neste mesmo Campeonato Brasileiro – o último na Colina antes do duelo com o Cruzeiro.

Desde antes da bola rolar já era possível sentir o clima de melancolia em São Januário. Conhecido pelo pré-jogo agitado, com funk, samba e muita festa, os arredores do estádio estavam com pouco movimento e ruas mais vazias do que o normal.

Os portões de entrada e as bilheterias também tinham pouca movimentação de torcedores do Vasco.

Dentro do estádio, as arquibancadas só ficaram cheias poucos minutos antes da bola rolar. E, mesmo assim, apenas, de fato, as arquibancadas. Os setores VIP e Social permaneceram com pouco público – o VIP, praticamente vazio.

E os torcedores presentes fizeram questão de protestar antes mesmo da bola rolar. Quando os times entravam em campo, a torcida do Vasco puxou o tradicional grito de protesto que fala em “não é mole, não, obrigação é ganhar no Caldeirão”.

Além disso, durante o anúncio da escalação no telão e no sistema de som do estádio, jogadores como Maicon, Léo, Galdames e Zé Gabriel foram muito vaiados.

Até mesmo o técnico Álvaro Pacheco, que fazia o seu terceiro jogo pelo clube, também foi alvo de protestos. A 777 Partners, sócia da SAF vascaína, também foi criticada em uma faixa.

Álvaro Pacheco já é chamado de burro

Quando a bola rolou, a torcida do Vasco, como de costume, apoiou bastante a equipe. Os torcedores presentes se fizeram escutar no estádio e conseguiram, em alguns momentos, transformar o clima do estádio em Caldeirão, por mais que a atuação do time não colaborasse tanto.

Álvaro Pacheco mudou o esquema tático do Vasco para a partida desta noite, passando a utilizar dois zagueiros, com Maicon e Léo, desfazendo a linha de cinco defensores utilizada nos seus dois primeiros jogos.

No entanto, a mudança não surtiu tanto efeito. O Vasco fez um primeiro tempo ruim e o Cruzeiro foi superior, apesar de também não ter feito uma grande partida.

Na segunda etapa, o Vasco conseguiu melhorar na partida e teve chances com Vegetti, mas não conseguiu ser efetivo. Com o passar do tempo, os nervos dentro e fora de campo ficaram visivelmente agitados.

Enquanto os times faziam um jogo tenso e ruim em campo, nas arquibancadas os protestos aumentaram. O clima tenso gerou até uma briga generalizada em uma parte da arquibancada, entre membros de organizadas, e causou correria no estádio.

No fim, com o frustrante empate em 0 a 0, o time do Vasco saiu de campo sob vaias e protestos. O técnico Álvaro Pacheco, apesar do pouco tempo de trabalho, já deixou o gramado sob gritos de “burro”. Com duas derrotas e um empate, o português já passa a ficar pressionado no cargo.

Como ficam as situações de Vasco e Cruzeiro no Brasileiro?

Com o empate conquistado em São Januário, o Cruzeiro chegou aos 14 pontos e segue na oitava colocação do Campeonato Brasileiro. Já o Vasco é o 15º colocado, com sete pontos, um a mais que o Grêmio, o primeiro time dentro da zona de rebaixamento.

Foto de Gabriel Rodrigues

Gabriel RodriguesSetorista

Jornalista formado pela UFF e com passagens, como repórter e editor, pelo LANCE!, Esporte News Mundo e Jogada10. Já trabalhou na cobertura de duas finais de Libertadores in loco. Na Trivela, é setorista do Vasco e do Botafogo.
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