Valores, período e destino para a Neo Química: Como o Corinthians quer negociar naming rights
Timão pretende firmar o novo acordo ainda em 2025, com quantia recorde e planos para manter boa relação com a Hypera Pharma
A diretoria do Corinthians trabalha para elevar a arrecadação pelo naming right da Arena do clube ainda em 2025.
Segundo o presidente Osmar Stábile, há três empresas interessadas no negócio. Existe a possibilidade de uma quarta entrar na disputa.
Nenhuma delas é a Neo Química, marca que dá nome ao estádio corintiano desde 2020.
O acordo do clube alvinegro com a empresa do ramo farmacêutico prevê o pagamento de R$ 15 milhões ao ano.
Porém, a direção corintiana entende que esses números já estão defasados frente a acordos firmados por outros clubes.
No fim de 2023, por exemplo, o São Paulo fechou um contrato de R$ 25 milhões anuais com a Mondelez, multinacional do ramo alimentício, para que o estádio do Morumbi passasse a se chamar MorumBis – referência à marca de chocolate da empresa.
O acordo do Tricolor, no entanto, é inferior em tempo em relação ao do Corinthians com a Hypera Pharma.
Enquanto o vínculo do Timão com a farmacêutica é de 20 anos e tem término previsto em 2040, o negócio entre o São Paulo e a Mondelez foi firmado por apenas três temporadas e possui previsão de encerramento no fim de 2026.
Quanto o Corinthians pretende ganhar com o novo Naming Rights da Neo Química Arena?
A ideia da diretoria corintiana é arrecadar R$ 840 milhões no novo contrato de naming rights da Arena.
A intenção é que o vínculo firmado gire em torno dos R$ 70 milhões em um período de 12 anos.
No entanto, caberá às empresas interessadas chegarem ao valor.
Até o momento, o Timão não discutiu sobre preços com as marcas que demonstraram o desejo de batizar o estádio corintiano.
A ideia do clube é realizar uma concorrência nos moldes de licitação, com envelopes fechados e a melhor proposta saindo vencedora.

O modelo foi adotado pelo Corinthians recentemente para definir a nova empresa responsável em administrar o estacionamento da Neo Química Arena, após o rompimento com a “Indigo”.
Neste caso, quatro empresas se mostraram interessadas e a vencedora já foi definida, restando agora uma revisão do compliance corintiano para que ela comece a operar.
O método foi considerado um sucesso pela diretoria do clube alvinegro, que está decidida a repetir o processo em outras ocasiões, entre elas o novo naming rights.
Inclusive, nos bastidores, a alta cúpula corintiana se vangloria de ter criado tendência. Já que semanas após o processo com as postulantes a operadoras do estacionamento da Neo Química Arena, o Flamengo definiu o seu novo patrocinador máster através de uma concorrência fechada.
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Corinthians tem planos para manter parceria com a Neo Química Arena
A partir de setembro, a multa pela rescisão de contrato de naming rights da Arena com a Neo Química cai de R$ 132,2 milhões para R$ 50,7 milhões.
Ainda assim, o intuito do clube é manter a boa relação comercial com a Hypera Pharma.
Por isso, a ideia é adequar o restante do contrato com a farmacêutica com outras ativações.
Cogita-se a inclusão da marca em formato de patrocínio e até mesmo transferir o naming right para o Centro de Treinamentos do Timão.
Batizado de Dr. Joaquim Grava desde a construção, em 2010, o nome do local é visto como fonte de receita desde a gestão anterior, do presidente destituído Augusto Melo – cujo Osmar Stábile era vice.
De todo modo, há bastante cautela em qualquer movimento que for feito em relação às mudanças de nomes do CT e, principalmente, do estádio corintiano.
Internamente, entende-se que haverá dificuldade em educar o torcedor em chamar a Arena pelo nome de outra marca a não ser a Neo Química.
E isso é justamente um fruto para que nomes genéricos não fossem utilizados pelos corintianos entre 2014 e 2020, período em que o estádio não tinha naming right.
Tentativas de nomes como “Fielzão”, “Itaquerão” e afins não vingaram muito por conta de um trabalho que o clube fez para que essas alcunhas não se tornassem populares.



