Chapéu do Cruzeiro por Walace e outras negativas: entenda dificuldade do Corinthians no mercado da bola
Bastidor conturbado e ausência de credibilidade no mercado tem atrapalhado o Timão na busca por contratações
O presidente Augusto Melo prometeu para membros das duas maiores torcidas organizadas do Corinthians, na última semana, a contratação de três a quatro reforços de impacto na janela de transferências que abrirá no dia 10 de julho.
No entanto, o clube alvinegro tem sofrido no mercado da bola e se frustrado com diversas negociações que não foram concluídas positivamente.
O caso mais recente é do volante Walace, que atualmente defende a Udinese, da Itália. A diretoria corintiana se reuniu com o estafe do jogador e avançou pela contratação do atleta.
Porém, em viagem ao território italiano, Alexandre Mattos, diretor de futebol do Cruzeiro, deu um chapéu no rival paulista e encaminhou o acerto do meio-campista com a Raposa.
E a situação de Walace não é a única. Nos últimos dias, o Corinthians também não conseguiu evoluir na contratação do goleiro Santos, que atualmente defende o Fortaleza. Na ocasião, a equipe nordestina foi quem não teve interesse em negociar o profissional.
Como o Corinthians tomou um chapéu do Cruzeiro
No mesmo dia em que membros da diretoria do Timão se reuniram com o estafe de Walace, Alexandre Mattos, que comanda o departamento de futebol do Cruzeiro, viajou para a Itália com o intuito de avançar na contratação do atleta e, também, de Matheus Henrique, que atualmente defende o Sassuolo.
O contato presencial do representante cruzeirense foi fundamental para que o acerto fosse encaminhado. Agora, resta apenas a troca de documentações e assinatura dos contratos para que o volante, que é campeão olímpico com a seleção brasileira, em 2016, seja anunciado pela Raposa.

Na reunião que teve com os agentes de Walace, a diretoria do Corinthians alinhou as bases financeiras para o atleta vestir a camisa alvinegra. Ele se animou com as seguintes questões:
- O jogador via com bons olhos o retorno ao Brasil, mesmo aos 29 anos e mercado na Europa;
- O estafe do jogador ajudaria para que a Udinese aceitasse padrões de negociação que coubessem na realidade corintiana.
O clube italiano estipulou em 8 milhões de euros (R$ 46,3 milhões, na cotação atual) o preço para vender Walace, mas na conversa com os empresários do volante o Timão obteve a informação que uma oferta de 6 milhões de euros (R$ 34,73 milhões) faria o time europeu fechar a negociação.
O Corinthians aceitaria investir essa quantia no meio-campista, mas pagando de forma parcelada, o que inicialmente não foi visto como problema para os italianos.
No entanto, na ida a Itália, e já municiado de informações sobre o modelo de negócio proposto pelos corintianos, Mattos apresentou uma proposta considerada mais vantajosa para a Udinese, nos mesmo valor que seria aceito pelo Timão, e manteve o formato de salário e bonificações costurado pelo estafe do jogador com a equipe do Parque São Jorge.
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Ausência de credibilidade do Corinthians pode ter influenciado nas negativas
Ainda que os clubes e jogadores envolvidos nas negociações não confirmem que a falta de credibilidade do Corinthians no mercado tenha influenciado na ausência de avanço em negociações recentes, esse motivo tem atrapalhado muito o Timão na busca por reforços.
Recentemente, equipes como Argentinos Juniors (ARG) e Santos Laguna (MEX) já notificaram o clube alvinegro por dívidas nas aquisições de atletas como Fausto Vera e Félix Torres.
Além disso, o noticiário conturbado fora de campo tem atrapalhado que os dirigentes corintianos voltem as atenções para assuntos importantes, como o mercado.
Assim, além de prejudicado até com “heranças malditas” de gestões anteriores, como a dívida que ultrapassa a marca de R$ 1 bilhão, o clube não tem conseguido se organizar no planejamento do futebol.



