Copa do Brasil

Wesley se machucou no começo da caminhada, mas voltou a tempo para marcar seu nome na história do Palmeiras

A marca da temporada histórica em que o Palmeiras conquistou três títulos são os seus garotos. Há muito mérito na maneira como eles foram integrados, mas, em sua raiz, havia uma motivação financeira. Era um ano de contenção de gastos mesmo antes da pandemia. Sem tantos reforços, houve mais espaço para pratas da casa. como Wesley, que começou a ganhar chances com Luxemburgo no começo do ano passado e, neste domingo, marcou um gol importante para a conquista do título da Copa do Brasil.

Nascido em Salvador, Wesley, 21 anos, chegou à base do Palmeiras em 2016 e recheou o currículo com títulos na categoria sub-20 – Paulista, Copa do Brasil e Brasileiro – até ser emprestado ao Vitória em 2019 para disputar a Série B. Bom driblador, acabou sendo um dos destaques da Série B e foi levado ao time principal por Vanderlei Luxemburgo, ao lado de nomes como Patrick de Paula, Gabriel Veron e Gabriel Menino. Fez a sua estreia na Florida Cup, contra o Atlético Nacional.

“Fico muito feliz por ter estreado com a camisa do Palmeiras. Acredito que fui bem, mas também sei que tenho muito a melhorar. Agora é seguir trabalhando para evoluir esses aspectos e agarrar as oportunidades que forem surgindo. Irei dar minha vida para aproveitar isso da melhor maneira possível. Com trabalho e foco, podemos voltar a dar alegria ao torcedor”, disse Wesley, depois do amistoso.

A estreia oficial ficou para o Campeonato Paulista. Entrou aos nove minutos do segundo tempo no lugar de Gustavo Scarpa na goleada por 4 a 0 sobre o Oeste e deu assistência para o gol de Willian. “O Wesley é o jogador do futebol de hoje. Tem velocidade, balança o corpo e vai para cima do adversário. Ele joga o adversário para trás, aí você chega com o meio-campo e começa a ganhar o campo. Ele é um jogador interessante”, avaliou Luxemburgo na ocasião.

Ele continuou ganhando oportunidades no Campeonato Brasileiro e estava começando a engrenar quando sofreu uma lesão no menisco, no começo de novembro. Tentou alcançar uma bola contra o RB Bragantino, nas oitavas de final da Copa do Brasil, e prendeu a perna no gramado do Allianz Parque. Precisou passar por cirurgia e a previsão era que perdesse quatro meses de ação. Antes do infortúnio, havia marcado em três partidas seguidas, contra Atlético Goianiense, Bragantino e Atlético Mineiro.

Para suprir a ausência de Wesley, o Palmeiras foi buscar um atacante na segunda divisão que acabou fazendo o gol do título da Libertadores.

O atacante voltou no final de fevereiro entrando no segundo tempo do empate contra o Atlético Goianiense, na penúltima rodada do Campeonato Brasileiro. Atuou uma hora como titular contra o Galo na partida final do torneio e ganhou a confiança de Abel Ferreira para começar jogando contra o Grêmio em Porto Alegre.

Fez um bom jogo no Allianz Parque, o segundo que mais finalizou do Palmeiras, atrás de Zé Rafael, mas um dos seus chutes foi certeiro. Após um primeiro tempo controlado pelo time da casa, com poucas chances para o Grêmio, recebeu o passe de Raphael Veiga – dono de uma brilhante arrancada desde o campo de defesa – dominou com a perna esquerda e emendou o chute rasteiro no canto mais próximo para tornar a missão dos gaúchos extremamente difícil.

Gabriel Menino, outro garoto da base, matou de vez a parada, aos 39 minutos do segundo tempo, mas foi o gol de Wesley o mais importante do jogo de volta da final. “Momento difícil para mim. Quando começamos o mata-mata, tive a infelicidade de ter uma lesão, praticamente fora da temporada. Todos me ajudaram. Eu fui quem mais comemorou quando classificamos. Achei que daria tempo de participar. E agora estou na história”, afirmou, à Globo, depois do jogo.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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