Copa do Brasil

[Vídeo] Um mar tricolor tomou Porto Alegre, em convulsão coletiva pelo título do Grêmio

Nenhum gremista em sã consciência queria perder o carnaval que se espalhou por Porto Alegre nesta quarta. Era a festa de um grande título aguardada por 15 longos anos – e num intervalo no qual precisaram aturar os rivais comemorarem algumas de suas maiores conquistas. Assim, o desejo de tantos era mesmo ir à forra. A Arena do Grêmio bateu o seu recorde de público, com 55,3 mil espectadores. Já na Avenida Goethe, tradicional ponto de encontro da capital gaúcha, dezenas de milhares se reuniram para acompanhar a decisão da Copa do Brasil. Multidão reforçada mais ainda depois do empate por 1 a 1 contra o Atlético Mineiro, que garantiu o pentacampeonato do torneio. Segundo a estimativa dos organizadores, 100 mil pessoas teriam passado pelo local, embora a polícia fale em 30 mil presentes.

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A partir de então, o que se viu foi a convulsão coletiva de uma torcida apaixonada. Aquele momento que perseguia tantos gremistas em sonho, mas custava a se tornar realidade. Desta vez, muitos sequer acreditavam que era mesmo real. Por isso mesmo, aproveitaram da maneira mais carnal possível: com abraços, gritos, cerveja e a chuva que caía na pele para mostrar que ninguém ali estava dormindo. E ninguém ali queria dormir, para não perder o que se voltou a viver com o máximo de intensidade: o Grêmio, essencialmente copero y peleador, novamente campeão.

A celebração atravessou a madrugada. E, mesmo de manhã, alguns insistiam em não deixá-la acabar. A massa tricolor se dispersou, mas os ânimos não se arrefeceram. Era a glória, tão custosa, tão saborosa. Alegria que deixou várias imagens de erupção registradas pela cidade:

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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