Mais do mesmo até Jardim se redimir: Vasco elimina Botafogo na Copa do Brasil nos pênaltis
Após vacilo, goleiro volta a brilhar com defesa importante e garante Gigante da Colina na semifinal do torneio
Foi na emoção, mas o Vasco está garantido na semifinal da Copa do Brasil. Após mais um empate por 1 a 1 contra o Botafogo, o Gigante da Colina conseguiu a classificação no Nilton Santos graças ao brilho de Léo Jardim, que se redimiu na decisão por pênaltis.
No tempo regulamentar, o goleiro falhou na saída debaixo das traves que gerou o pênalti (e gol) do rival. Entretanto, Jardim não se abalou e, mais uma vez, foi decisivo para a equipe cruzmaltina ao defender a cobrança de Alex Telles.
O arqueiro já havia sido o herói do Gigante da Colina na terceira fase do torneio ao pegar três pênaltis contra o Operário-PR. Agora, o Vasco enfrenta o Fluminense na briga por uma vaga na final da Copa do Brasil, cujo último título foi em 2011.
Os mesmos problemas do Vasco persistem

Embalado pela festa da torcida, o Botafogo começou o jogo como esperado: controlando a posse de bola e tentando encurralar o Vasco no campo de defesa. E justiça seja feita, a equipe de Fernando Diniz soube fechar suas linhas à frente do gol quando o rival chegou no último terço.
Em uma rara escapada ao ataque, o Gigante da Colina descolou uma falta na intermediária e, graças ao talento de Philippe Coutinho, conseguiu o gol em rebote com Nuno Moreira. Parecia um 1º tempo perfeito para os cruzmaltinos, porém, tudo mudou ainda antes do intervalo.
Antes mesmo do placar ser inaugurado, o Vasco tomou seu primeiro golpe com a saída de Tchê Tchê aos 13 minutos devido à lesão. O meia não só é fundamental para a transição ofensiva de Diniz, como também traz equilíbrio defensivo à frente da primeira linha.
A desorganização do Gigante da Colina cobrou seu preço quando o Glorioso encaixou um rápido avanço em meio ao buraco no círculo central. Joaquín Correa recebeu em velocidade em posição legal, graças a Lucas Freitas — que não fez a linha do impedimento e marcou a bola.
Para completar, o atacante argentino contou com a saída atrasada de Léo Jardim, que cometeu um pênalti bobo. Alex Telles não perdoou. Dali para frente, o Vasco perdeu seu balanço defensivo, o que tem sido comum desde a chegada do treinador.
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Antes dos pênaltis, não houve melhora

O 2º tempo teve roteiro semelhante, com o Botafogo buscando o controle da partida, enquanto o time de Fernando Diniz teve problemas para chegar ao ataque nos raros momentos com bola. Além disso, outra insistência do técnico não surtiu o efeito desejado.
Pablo Vegetti, que tem sido criticado pela torcida cruzmaltina em meio à má fase na temporada, seguiu como titular do Gigante da Colina na decisão. Entretanto, o centroavante argentino praticamente nem participou do jogo — até porque a bola não chegava.
Ainda assim, o Vasco soube sofrer em meio à pressão dos donos da casa. A exibição não foi das mais convincentes, mas, no quesito resultado, Diniz e companhia batalharam dentro de campo para seguir adiante na Copa do Brasil.



