Copa do Brasil

Um golaço aos 45 do 2° tempo permitiu que o Ceilândia, dentro da Ressacada, tirasse o Avaí da Copa do Brasil

Em jogo que atrasou uma hora por conta da chuva forte em Santa Catarina, o Ceilândia amplia a lista de surpresas dessa Copa do Brasil

O Ceilândia já tinha ganhado as manchetes na primeira fase da Copa do Brasil, ao eliminar o Londrina. Nesta quinta, o Gato Preto se superou para avançar pela primeira vez em sua história à terceira etapa do torneio nacional. Dentro da Ressacada, a equipe eliminou o Avaí com a vitória por 2 a 1. O pontapé inicial seria atrasado em uma hora, por conta da forte chuva que alagou o gramado. Quando finalmente o apito soou, o Ceilândia precisou de resiliência. O primeiro tempo foi equilibrado, tanto em gols quanto em expulsões. Já na segunda etapa, os avaianos eram bem mais presentes no ataque e acuavam os alvinegros. O gol decisivo do Gato Preto saiu apenas aos 45 do segundo tempo. Foi uma pintura de Gabriel Vidal, garantindo o feito inédito ao clube da Série D, contra um adversário de Série A.

O Avaí começou o jogo arriscando mais, sem pontaria no campo encharcado. O Ceilândia era mais preciso em suas ações e, depois de incomodar o goleiro Douglas, abriu o placar aos 20 minutos. Após o cruzamento da esquerda, a zaga não cortou e Crystian bateu de primeira, contando ainda com o erro de Douglas. O empate do Leão foi imediato, aos 22. Depois do chutão, Muriqui deu uma casquinha e Morato concluiu com um tiro muito forte, quase sem ângulo. O fim da primeira etapa ainda teve sua dose de confusão, com as expulsões de Bruno Silva e Igor Ribeiro, um para cada lado, após trocarem agressões.

O segundo tempo seria de pressão do Avaí. Os catarinenses se postavam no campo de ataque e iam tentando, mesmo com muitos erros na conclusão. O Ceilândia se segurava atrás e pouco ameaçava, mas acreditou na vitória durante os minutos finais. Já depois dos 40, alguns avisos foram dados. O lance fatal, então, ocorreu à beira dos 45. Numa bola rebatida por Betão, a sobra ficou com Gabriel Vidal na entrada da área. O lateral emendou um chutaço de primeira e mandou a bola no canto oposto, sem chances de defesa. O gol da classificação. Nos acréscimos, os avaianos ainda teriam a expulsão de Morato, e a tentativa de abafa não evitou a eliminação. Festa do Gato Preto, com a vaga na terceira fase e ainda R$1,9 milhão na conta. Já o Leão, em crise até no estadual, se indica cada vez mais como candidato ao rebaixamento no Brasileirão.

No outro jogo da noite, o Coritiba avançou para a terceira fase, mas com sua dose de aperto. O Pouso Alegre vinha embalado por 10 mil torcedores no Manduzão e incomodou. O Coxa foi melhor no primeiro tempo, mas não aproveitou as chances e só abriu o placar na segunda etapa. O Dragão, contudo, cresceu na sequência e buscou o empate por 1 a 1. A definição acabaria nos pênaltis, onde brilhou o goleiro Alex Muralha, reescrevendo sua história na Copa do Brasil. O veterano defendeu um chute e viu dois baterem na trave, com o triunfo por 3 a 2 dos paranaenses.

O Coritiba controlou o jogo durante o primeiro tempo. E lamentou as muitas chances desperdiçadas. Alef Manga, Andrey e Léo Gamalho perderam ótimos lances. Já aos 44, Andrey beliscou a trave. Só mesmo no fim que o Pouso Alegre assustou, com Eberê. O ensaiado gol do Coxa saiu aos cinco minutos da segunda etapa. Léo Gamalho cabeceou, o goleiro Cairo defendeu e a bola ainda pegou no travessão. A sobra ficou viva, até Guillermo de los Santos definir. Porém, com o passar do tempo, os alviverdes recuaram e o Dragão foi em busca do empate. Conseguiu aos 34, num lindo chute de Gledson, que mandou uma pancada no alto da meta. Nenhuma das equipes faria tanto para resolver o jogo no tempo normal.

Os pênaltis começaram favoráveis para Muralha, que viu Foguinho acertar a trave e Henrique botar o Coritiba em vantagem na sequência. Muralha, pulando para o lado esquerdo (acredite), defenderia o chute de Nando também. E o desperdício de Andrey contra Cairo nem custaria tão caro assim ao Coxa. Os paranaenses acertaram as outras cobranças, enquanto Muralha chegou perto de defender as ótimas batidas de Luanderson e Val, que entraram. A definição acabou no quinto chute do Pouso Alegre, quando João Marcos também parou no poste e concedeu a festa aos visitantes.

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Leandro Stein

É completamente viciado em futebol, e não só no que acontece no limite das quatro linhas. Sua paixão é justamente sobre como um mero jogo tem tanta capacidade de transformar a sociedade. Formado pela USP, também foi editor do Olheiros e redator da revista Invicto, além de colaborar com diversas revistas. Escreve na Trivela desde abril de 2010 e faz parte da redação fixa desde setembro de 2011.

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