São Paulo joga bem e é corajoso, mas não consegue impedir Flamengo de abrir uma grande vantagem
Os rubro-negros venceram no Morumbi por 3 a 1 e estarão em posição muito confortável para o jogo de volta no Rio de Janeiro
O Flamengo abriu o placar aos 12 minutos do primeiro tempo. O São Paulo reagiu bem a uma adversidade tão cedo e pressionou em busca do empate, mas Gabigol dobrou o placar depois do intervalo. Sem desistir, os donos da casa conseguiram descontar no Morumbi, mas o Flamengo voltou a encontrar um momento de brilhou e abriu uma grande vantagem na semifinal da Copa do Brasil com a vitória por 3 a 1.
Não foi o melhor jogo do Flamengo sob o comando de Dorival Júnior. Depois de fazer o primeiro gol, o São Paulo teve quase todo o controle da partida e fez um primeiro tempo, no geral, muito bom. No segundo, permitiu mais contra-ataques e foi punido por isso, mas ainda conseguiu encontrar energia para diminuir o prejuízo. E no momento em que buscava o empate, foi novamente castigado por um gol de fora da área de Everton Cebolinha. Precisará sair de um buraco bem fundo para tentar chegar à final.
O começo foi frenético no Morumbi. Arrascaeta escapou pela direita, logo aos sete minutos, driblou Jandrei, mas perdeu o ângulo. Ainda conseguiu o cruzamento, mas Pedro, apesar de ter se esticado, não alcançou. No outro lado, Reinaldo cruzou na medida para Patrick cabecear com firmeza. Santos espalmou por cima do travessão com a ponta dos dedos. Dois minutos depois, Éverton Ribeiro, de muito longe, colocou na cabeça de João Gomes, que teve consciência para testar colocado, no cantinho do goleiro são-paulino, e abrir 1 a 0.
O Flamengo havia vencido a primeira troca de golpes e em teoria teria mais espaço para atacar porque, no Morumbi, o São Paulo precisava buscar o resultado para não chegar ao Rio de Janeiro em situação complicada. A primeira parte não aconteceu. A segunda, sim. Os donos da casa lidaram muito bem com a desvantagem e, sempre aproveitando Reinaldo e Patrick pela esquerda, criaram uma série de chances perigosas.
Ali era o mapa da mina do São Paulo. Aos 20 minutos, Patrick ganhou na força e, depois de entrar na área, parou em um carrinho de Éverton Ribeiro – limpo. A sobra ficou com Rodrigo Nestor, que bateu mal demais e mandou para fora. Minuto seguinte, novamente começando com Patrick, Igor Vinícius recebeu no outro lado e bateu no braço de João Gomes, junto e à frente do corpo. Também não foi nada.
Na marca da meia hora, a chance mais perigosa. Calleri recebeu na área e bateu bloqueado. O rebote sobrou para Patrick que soltou uma bomba, com toda a força, e deixou o travessão do Morumbi balançando por alguns minutos. Depois desse susto, o Flamengo conseguiu esfriar um pouco o ânimo do São Paulo e carregou a vantagem parcial aos vestiários.
Então… aqueles espaços? No segundo tempo, apareceram com tudo. Pedro arrancou do meio-campo, aos dois minutos, e driblou para dentro na entrada da área antes de rolar para Gabigol chegar chapando, a sua especialidade, mas ele mandou para fora. O São Paulo continuava atacando. Teve uma ou duas chegadas sem tanto perigo, mas seria novamente atingido no contra-ataque – e dessa vez não escaparia.
Foi uma jogada bem trabalhada pelo Flamengo. Arrascaeta começou segurando pelo meio e soltou com Vidal, que abriu na direita para Rodinei. Arrascaeta se movimentou e apareceu na ponta para cruzar. Jandrei saiu do gol para cortar, mas a sobra ficou com Éverton Ribeiro. O goleiro são-paulino fez a defesa, Gabigol conferiu para o 2 a 0.
O segundo gol foi um golpe ao ímpeto tricolor e durante dez minutos tudo parecia acabado. Mas Igor Vinícius recebeu a inversão de Wellington e rolou para Rodrigo Nestor acertar o cantinho de Santos e descontar. O Morumbi passou a gritar bem alto e, empolgado, Vinícius tentou de fora da área, para defesa do goleiro flamenguista. Cerca de dez minutos para o São Paulo tentar o empate.
E pressionou, e jogou bola na área, e teve escanteios – terminou o jogo com 17 a seu favor -, mas não chegou a finalizar com tanto perigo, e o Flamengo segurava a vitória que o deixava em posição confortável. A instantes do fim, Arrascaeta recolheu uma bola longa e encontrou Cebolinha, que soltou um chute bem característico de fora da área no canto de Jandrei para torná-la ainda mais confortável.



