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São Paulo ficou próximo de mais uma tragédia na Copa do Brasil, mas eliminou o Sport nos pênaltis

O Tricolor chegou a ter 3 a 0 de vantagem no placar agregado, no Morumbi, e foi forçado pelo Leão à quinta disputa de pênaltis das oitavas de final

O São Paulo tem um histórico de tragédias na Copa do Brasil, competição em que nunca foi campeão, e flertou seriamente com mais uma nesta quinta-feira. Chegou a abrir 3 a 0 no placar agregado, mas levou três gols do Sport no Morumbi, perdeu por 3 a 1 e precisou passar pelas disputas de pênaltis. Para alívio da torcida tricolor, Rafael defendeu a batida de Luciano Juba, e o time de Dorival Júnior conseguiu avançar às quartas de final.

A quinta disputa de pênaltis nos oito duelos das oitavas de final acabou limpando a barra do São Paulo, que nem fez uma atuação terrível no geral, mas pareceu muito vulnerável na bola aérea e não conseguiu matar o confronto até os 48 minutos do segundo tempo, quando Sabino marcou seu segundo gol na partida – e muito parecido com o primeiro. Dorival Júnior ainda não havia perdido no comando do São Paulo, que deixou escapar uma invencibilidade de 12 partidas por todas as competições.

O começo foi promissor para os donos da casa. Caio chegou batendo de perna esquerda, do bico da grande área, aos três minutos. Renan espalmou para escanteio. O goleiro do Sport fez outra boa intervenção pouco depois, quando Alisson se antecipou à marcação para desviar o cruzamento de Gabriel Neves, que havia feito boa jogada pela direita. Aos 27 minutos, Michel Araújo fez uma boa tabela com Luciano, deixou Rafael Thyere na saudade e bateu na saída de Renan para abrir o placar com um belo gol.

O Sport começou a ameaçar um pouco, mas não chegou a tomar as rédeas da partida, que até então era dominada pelo São Paulo. Rafael mostrou bons reflexos para barrar um desvio sutil de cabeça de Fabio Matheus, em cobrança de falta. Quase no fim do segundo tempo, Jorginho recebeu um bom passe dentro da área e fez Rafael trabalhar. Após a cobrança de escanteio, Filipinho chegou batendo com força, Rafael defendeu, e, no rebote, Alisson Cassiano descontou para o Sport.

A situação ainda era bem manejável para o São Paulo, mas o nono colocado da Série B mostraria muita força na bola parada. Rafael defendeu a cobrança de falta de Luciano Juba. Logo em seguida, em cobrança de escanteio de Jorginho, Sabino apareceu na primeira trave para dar um leve desvio e virar o jogo para o Sport. A partida ficou nervosa, com poucas chances de gol. Os donos da casa ainda tinham a vantagem, mas estavam cientes que qualquer erro poderia ser fatal.

O São Paulo teve poucas ações ofensivas para matar o confronto. Wellington Rato deu um cruzamento perigoso, e Rafinha encontrou Michel Araújo, que finalizou perto da trave. A partida seguiu, com muita tensão no ar e os tricolores torcendo pelo apito final. O temor, enraizado na história do clube na competição, se justificou aos 48 minutos, quando Edinho cobrou um novo escanteio fechado na primeira trave, e Sabino apareceu novamente para desviar.

Wellington Rato abriu a série com uma cobrança à Jorginho (o do Arsenal, não do Sport). Sabino bateu do mesmo jeito para empatar. Lucas Beraldo bateu alto e fez 2 a 1. Luciano Juba parou em Rafael. Daí para frente, ninguém mais errou. Calleri fez 3 a 1 para o São Paulo, Alisson Cassiano descontou, Rafinha encheu o pé, e Rafael Thyere deixou o Sport vivo. A última chance do Leão era Pablo Maia desperdiçar a sua cobrança. Ele não desperdiçou.

Foto de Bruno Bonsanti

Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.
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