Copa do Brasil

Palmeiras engatou um gol atrás do outro e abriu grande vantagem nas quartas da Copa do Brasil

O Palmeiras tinha problemas para enfrentar o Ceará. Muitos problemas. Estava desfalcado de quase um time inteiro e enfrentaria uma adversário que está invicto há seis rodadas do Campeonato Brasileiro, embora com quatro empates. Lidou muito bem com a situação. Dominou a partida desde o início e, depois de abrir o placar, aproveitou para ampliar a vantagem com mais dois gols em sequência. Abriu 3 a 0 no jogo de ida das quartas de final da Copa do Brasil.

Weverton e Gabriel Menino estão com a seleção brasileira. Gustavo Gómez e Viña, com o Paraguai e o Uruguai. Felipe Melo, Wesley, Luan Silva e Luiz Adriano têm problemas físicos. Luan tem Covid. Abel Ferreira escalou da maneira que dava, com Gustavo Scarpa pela lateral esquerda, Renan e Emerson Santos na dupla de zaga e Danilo no meio-campo. A mudança tática principal foi colocar um meia a mais: Lucas Lima em vez de Rony. Guto Ferreira fez cinco substituições em relação à equipe que enfrentou o Sport no domingo.

Os destaques individuais foram Gabriel Veron e Gustavo Scarpa. Quando tinha a bola, o Palmeiras segurava um trio de zagueiros para dar liberdade ao meia pela ala esquerda. As subidas de Scarpa pela esquerda foram fatais ao Ceará durante todo o jogo, sem o acompanhamento de Fernando Sobral, sem chances para Eduardo. A organização, como um todo foi exemplar, o Palmeiras teve paciência durante os primeiros 30 minutos travados e não sofreu na defesa. Quase nunca: a primeira finalização do Ceará saiu aos 12 minutos do segundo tempo.

Os três gols saíram pelo lado esquerdo, em um intervalo de cinco minutos entre os 35 e os 40 do primeiro tempo. Scarpa tabelou com Veron e cruzou. A bola ficou viva dentro da área do Ceará, batendo e rebatendo, batendo e rebatendo, até sobrar para Scarpa emendar um chute cruzado de canhota. Fernando Prass poderia ter ido melhor na jogada. O arremate ainda bateu na trave antes de entrar.

Logo na sequência, Danilo deu um lindo lançamento do meio-campo direto para Veron. O cruzamento rasteiro passou por Willian e por Lucas Lima, mas não por Raphael Veiga: 2 a 0. Lucas Lima, logo em seguida, acionou Gabriel Veron pela esquerda. O garoto cortou para dentro e bateu colocado, no ângulo de Prass. Um golaço e 3 a 0 para o Palmeiras.

A bola longa – consciente, não aleatória – direto da linha defensiva em diagonal buscando as costas do Ceará pelo lado foi o que melhor funcionou no setor ofensivo do Palmeiras. No começo da etapa final, a goleada ficou muito próxima quando Renan cruzou o gramado para Scarpa. O cruzamento rasteiro encontrou William na segunda trave, na cara do gol. O quase sempre confiável atacante palmeirense, porém, bateu para fora.

Ferreira havia voltado do intervalo com Rony no lugar de Veiga, reconstruindo a formação com dois pontas rápidos pelos lados. Fez outras substituições depois, como a entrada do estreante zagueiro Alan Empereur, contratado do Verona. O jogo, porém, ficou muito mais morno. O Ceará ficou um pouco mais com a bola, sem conseguir ameaçar Jaílson de verdade. Chutou mais, mas a única chance mais ou menos razoável foi aos 26 minutos, quando Wescley recebeu livre dentro da área antes de chutar muito para fora.

Ou quando teve um pênalti a seu favor. O árbitro Bráulio da Silva Machado chegou a marcar falta de Renan em Leandro Carvalho. Depois de revistar o assistente de vídeo, voltou atrás, não sem antes dar cartão vermelho a Abel Ferreira por reclamação. Em contra-ataque, Gabriel Silva ainda teve boa chance de fazer 4 a 0 para o Palmeiras, não fosse uma grande defesa de Fernando Prass. Nada que atrapalhasse a boa vantagem construída para o jogo de volta.

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Bruno Bonsanti

Como todo aluno da Cásper Líbero que se preze, passou por Rádio Gazeta, Gazeta Esportiva e Portal Terra antes de aterrissar no site que sempre gostou de ler (acredite, ele está falando da Trivela). Acredita que o futebol tem uma capacidade única de causar alegria e tristeza nas mesmas proporções, o que sempre sentiu na pele com os times para os quais torce.

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